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Isa Energia foca em leilão de baterias e descarta transmissão

Isa Energia foca em leilão de baterias e descarta transmissão

A Isa Energia, transmissora colombiana, decidiu não participar do próximo leilão de transmissão no Brasil, concentrando-se no primeiro leilão de baterias do país. O CEO da empresa, Rui Chammas, revelou que a Isa está avaliando a participação no certame de armazenamento de energia, o que pode representar uma nova oportunidade de crescimento.

Foco no mercado de baterias

O Ministério de Minas e Energia do Brasil estabeleceu dois tipos de leilões: um para projetos com conteúdo nacional e outro aberto a todos os fornecedores, incentivando a indústria local sem limitar a competição. Chammas afirmou que, embora não planejem participar do leilão de transmissão, estão estudando o leilão de baterias.

Experiência em armazenamento

A Isa Energia possui uma vantagem competitiva, sendo a única transmissora no Brasil com experiência operacional em sistemas de armazenamento em baterias, com uma instalação de 30 MW em Registro, São Paulo. Este empreendimento foi projetado para reforçar o fornecimento de energia ao litoral sul paulista durante períodos de alta demanda.

Expansão estratégica

Após um período de expansão em transmissão, a Isa Energia está investindo R$ 12 bilhões em projetos conquistados em leilões anteriores e em melhorias na rede. O modelo regulatório do leilão de baterias, semelhante às concessões de transmissão, torna o negócio atrativo para a empresa.

Desafios e expectativas

Apesar do interesse, Chammas destacou incertezas sobre a demanda que será contratada pelo governo. Silvia Wada, diretora financeira, mencionou que a forte concorrência pode pressionar as margens. O primeiro leilão brasileiro de armazenamento em baterias atraiu grande interesse, com 6.091 projetos cadastrados, totalizando quase 300 GW de potência.

As baterias serão remuneradas pela disponibilidade de potência, funcionando como reserva para momentos de maior demanda, aumentando a confiabilidade do sistema elétrico e reduzindo riscos de preço e comercialização de energia.

Para mais informações, acesse a CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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