A Polícia Federal (PF) está investigando a lobista Roberta Luchsinger por supostamente tentar acelerar a venda de kits de teste de dengue para o Ministério da Saúde. As investigações indicam que ela teria solicitado a intervenção de Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para facilitar o processo.
Tentativas de negociação com o Ministério da Saúde
As mensagens trocadas por Luchsinger revelam que as negociações ocorreram entre o final de 2024 e o primeiro semestre de 2025. Inicialmente, a lobista buscava fechar um contrato para a venda de produtos derivados de canabidiol, mas, diante das dificuldades, propôs a venda dos kits de teste de dengue. Nenhum dos contratos foi efetivado.
Pressão sobre autoridades do governo
De acordo com as investigações, Luchsinger teria pressionado Marcola para que ele influenciasse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, conhecido como Berger, a fim de fechar a compra dos kits. As mensagens também indicam que ela pagou diversas despesas de Marcola durante o período das negociações.
Defesa dos envolvidos
Marcola, por meio de sua defesa, negou qualquer envolvimento em negociações ou encaminhamento de documentos relacionados a compras ou licitações no governo federal. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, mencionado nas mensagens, afirmou desconhecer o contexto das citações e questionou a autenticidade das mensagens.
Contexto das investigações
Roberta Luchsinger está envolvida em investigações sobre fraudes na Previdência Social e mantém relações próximas com Fábio Luís Lula da Silva. Mensagens apreendidas sugerem discussões sobre operações comerciais e a possibilidade de guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal.
A situação se agrava com a suspeita de que Lulinha, filho de Lula, teria recebido uma mesada do lobista conhecido como Careca do INSS, sendo alvo de investigações por tráfico de influência.
Fonte: poder360.com.br
