Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram fósseis com cerca de 2,1 bilhões de anos no revestimento de mármore do hall de entrada da instituição. A descoberta, anunciada nesta segunda-feira, revela a presença de estromatólitos, formações criadas por microrganismos que tiveram um papel crucial na oxigenação da atmosfera terrestre.
Detalhes da descoberta e sua importância
A pesquisa foi conduzida pelo professor Kennedy Martinez, do Departamento de Anatomia e Imagem. Os estromatólitos são estruturas formadas pelo crescimento de camadas bacterianas que, ao longo de milhões de anos, acumulam sedimentos e minerais, resultando em calcificação. Essa descoberta destaca a importância histórica e científica dos fósseis na compreensão da evolução da vida na Terra.
Características dos fósseis encontrados
Os fósseis foram observados em cortes transversais das rochas de mármore, formando padrões elípticos e circulares que lembram uma pelagem de onça. Cada marca representa uma antiga colônia de cianobactérias que cresceu verticalmente, comparável ao empilhamento de moedas, segundo o professor Martinez.
Contexto geológico da região
Grande parte do território de Minas Gerais, onde a UFMG está localizada, foi coberta por mares rasos e quentes há bilhões de anos, condições ideais para o desenvolvimento dos estromatólitos. As rochas usadas na construção da Faculdade de Medicina são originárias de Ouro Preto, especificamente da antiga Pedreira Cumbi, conhecida pela extração de mármore dolomítico.
Preservação e autenticidade do revestimento
O revestimento de mármore da faculdade é original e não passou por reformas significativas, o que preserva a autenticidade dos fósseis encontrados. Essa preservação é crucial para estudos futuros e para a compreensão da história geológica da região.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
