Walter Mendes Ferreira, então com 29 anos, foi fundamental para evitar uma tragédia ainda maior. Especialista em proteção radiológica, ele impediu que um bombeiro descartasse a peça radioativa no rio, o que poderia ter ampliado a contaminação. A ação rápida e precisa de Ferreira foi crucial para conter o agravamento da situação.
Ferreira, que hoje é chefe da Divisão de Emergências Radiológicas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), acionou a comissão ao detectar a contaminação. A CNEN desempenhou um papel vital na identificação e descontaminação das áreas afetadas, além de tratar as vítimas expostas ao Césio-137.
O acidente de Goiânia teve repercussões globais, levando a uma revisão completa dos protocolos de segurança radiológica. Ferreira destacou que o evento mudou a forma como o mundo lida com emergências radiológicas, influenciando normas, procedimentos médicos e o tratamento de materiais radioativos.
Em entrevistas, Ferreira compartilhou suas experiências e os desafios enfrentados durante a crise. Inicialmente, ele duvidou que os sintomas relatados por médicos locais fossem causados por radiação, mas a confirmação veio após medições cuidadosas. Sua determinação em buscar a verdade foi crucial para a resposta eficaz ao incidente.
O legado de Walter Mendes Ferreira e a resposta ao acidente de Goiânia continuam a ser estudados e lembrados como exemplo de ação rápida e eficaz em situações de emergência radiológica.
Para mais informações sobre segurança radiológica, visite a CNEN.
Fonte: cnnbrasil.com.br
