O financiamento do filme Dark Horse, que aborda a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem gerado polêmica ao superar o orçamento de produções brasileiras indicadas ao Oscar. O banqueiro Daniel Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, teria repassado R$ 56 milhões para o projeto, valor que ultrapassa o orçamento de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, ambos sucessos nacionais.
Negociações e envolvimento político
As negociações para o financiamento do filme foram conduzidas por membros do Partido Liberal (PL), incluindo o deputado federal Mário Frias e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. As mensagens reveladas pelo Intercept Brasil e confirmadas pelo Estadão indicam que Vorcaro teria se comprometido a repassar um total de US$ 24 milhões, dos quais US$ 10 milhões já teriam sido pagos.
Reações e desmentidos
Flávio Bolsonaro negou as acusações em entrevista, classificando-as como “mentira” e afirmando que o financiamento foi privado, sem uso de recursos públicos ou da Lei Rouanet. O senador defendeu a instauração de uma CPI para investigar o Banco Master, destacando que não houve intermediação de negócios com o governo.
Contexto das investigações
As mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro foram extraídas de um celular apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. O banqueiro foi preso em novembro de 2025, acusado de operações fraudulentas, e o Banco Master foi liquidado pouco depois.
Implicações para o cenário político
O caso tem implicações significativas para o cenário político brasileiro, especialmente em meio ao calendário eleitoral. Flávio Bolsonaro, que está em campanha para a presidência, enfrenta pressão para esclarecer seu envolvimento no financiamento do filme.
Produção e lançamento do filme
O filme Dark Horse tem estreia marcada para 11 de setembro, com roteiro de Mário Frias, que destinou emendas parlamentares para a produtora responsável. A produção é vista como um projeto de alto custo e potencial impacto político.
Para mais informações sobre o caso, consulte a cobertura completa no Estadão.
Fonte: jc.uol.com.br
