A assinatura da ordem de serviço para o primeiro trecho da ferrovia Transnordestina em Pernambuco permanece sem previsão, apesar das promessas do presidente Lula. A expectativa era que o presidente estivesse presente na cerimônia, marcando a retomada das obras paralisadas desde dezembro de 2022.
Expectativas frustradas e promessas não cumpridas
Em maio, durante a Marcha dos Prefeitos, a governadora Raquel Lyra aguardava que Lula cumprisse a promessa de assinar a ordem de serviço. A ferrovia, que deveria conectar Salgueiro a Suape, foi excluída do traçado original, gerando descontentamento no estado.
Obstáculos administrativos e legais
A assinatura da ordem de serviço foi adiada para uma cerimônia futura com a presença de Lula, mas questões legais no Tribunal de Contas da União (TCU) complicam a situação. O TCU abriu uma investigação e instruiu o Ministério dos Transportes a não assumir novos compromissos financeiros até que questões administrativas sejam resolvidas.
Intervenção de Geraldo Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin, em visita a Suape, prometeu defender a retomada das obras junto ao TCU. No entanto, ele destacou que as obras só poderão começar após a aprovação do tribunal, que ainda analisa a viabilidade do projeto.
Impactos econômicos e sociais
A paralisação das obras da Transnordestina afeta não apenas a infraestrutura, mas também o desenvolvimento econômico da região. A conclusão do trecho de 540 quilômetros é vista como crucial para melhorar a logística e a competitividade do Nordeste.
Perspectivas futuras
Enquanto o TCU não libera a continuidade das obras, a expectativa é que a situação se prolongue até 2027. A falta de avanços concretos e o silêncio das lideranças políticas locais agravam a sensação de abandono do projeto.
Para mais informações sobre a Transnordestina, consulte o site do Ministério da Infraestrutura.
Fonte: jc.uol.com.br
