O FBI identificou hackers norte-coreanos como responsáveis pelo roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da Binance. Este incidente é considerado o maior ataque do tipo já registrado, conforme comunicado divulgado no sábado (31). O ataque ocorreu rapidamente, com os fundos sendo retirados da plataforma em questão de minutos na quinta-feira (29).
Conexão com o grupo TraderTraitor e medidas de contenção
De acordo com a agência norte-americana, o ataque está vinculado ao grupo TraderTraitor, que também foi associado ao roubo de US$ 1,5 bilhão da Bybit no ano passado. O FBI solicitou que corretoras de criptomoedas e empresas de análise de blockchain bloqueiem transações relacionadas a endereços identificados na investigação, para evitar a lavagem dos recursos.
Estratégias dos hackers e movimentação de fundos
As investigações revelaram que os hackers estavam convertendo os ativos roubados principalmente em ethereum. O FBI prevê que o grupo tentará movimentar os recursos por meio de plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços de conversão instantânea de criptomoedas.
Impacto e reação da Binance
A Binance afirmou que possui reservas suficientes das mesmas criptomoedas roubadas para cobrir 90% dos ativos desaparecidos e prometeu ressarcir integralmente os clientes. A empresa está trabalhando para mitigar os danos e recuperar os fundos perdidos.
Desafios na recuperação dos ativos
Ari Redbord, diretor de políticas públicas da TRM Labs, destacou que os criminosos provavelmente dividirão os valores roubados em quantias menores e tentarão lavá-los por meio de corretoras de menor porte. Esse processo pode levar meses, complicando a recuperação dos ativos.
O caso ressalta a necessidade de maior vigilância e segurança no mercado de criptomoedas, especialmente diante de ataques cibernéticos sofisticados. A colaboração internacional e o uso de tecnologias avançadas são cruciais para enfrentar esses desafios.
Saiba mais sobre os maiores roubos de criptomoedas.
Fonte: cnnbrasil.com.br
