Exposição no Museu do Homem do Nordeste destaca rituais afro-brasileiros dos anos 1950

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O Museu do Homem do Nordeste (Muhne) prepara uma nova exposição de longa duração que promete revelar um acervo inédito sobre cerimônias em terreiros de candomblé de Pernambuco, datadas dos anos 1950. As obras, parte da Coleção Waldemar Valente, destacam-se por retratar com riqueza de detalhes os ritos e tradições do culto nagô através de desenhos que capturam as vestimentas e movimentos de devotos.

Desenhos que Capturam a Cultura Afro-brasileira

Os desenhos, realizados por artistas do Ateliê Coletivo do Recife, são uma janela para a cultura afro-brasileira da época. Fundado em 1952, o coletivo surgiu da Sociedade de Arte Moderna do Recife e foi dirigido por Abelardo da Hora. Artistas como Celina Lima, Beatriz Calábria, Célida Peregrino e Adão Pinheiro contribuíram com suas obras, que agora serão expostas ao público pela primeira vez.

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Processo de Catalogação e Curadoria

Atualmente, o acervo está sendo catalogado pelo Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade (Cehibra) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Além dos desenhos, a exposição incluirá manuscritos e fotografias das pesquisas de Waldemar Valente sobre religiões afro-brasileiras, ampliando a compreensão sobre o sincretismo religioso no Brasil.

O Papel de Waldemar Valente

Waldemar Valente, antropólogo responsável por incentivar a produção dos desenhos, visitou terreiros na Região Metropolitana do Recife para a elaboração de seu livro “Sincretismo religioso afro-brasileiro”, publicado em 1955. Beatriz Calábria, uma das artistas envolvidas, ilustrou a primeira edição da obra, reforçando a importância do registro visual dos rituais.

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Impacto Cultural e Histórico

A exposição não só celebra a arte e a cultura afro-brasileira, mas também oferece uma reflexão sobre a preservação da memória cultural. Segundo Moacir dos Anjos, coordenador-geral do Muhne, esta será a primeira vez que esses desenhos serão exibidos ao público, proporcionando uma oportunidade única de apreciação e estudo.

Para mais informações sobre a exposição e o acervo, visite o site oficial da Fundação Joaquim Nabuco.

Fonte: jc.uol.com.br