O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto aquelas classificadas como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”. A proposta foi divulgada em um documento na noite de segunda-feira (1).
Motivações para a proposta de tarifas
O USTR identificou que certas políticas do governo brasileiro, como comércio digital, tarifas específicas e desmatamento ilegal, justificam ação judicial sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Essa seção permite investigar e retaliar práticas comerciais consideradas injustas. Produtos como carne bovina, café, algumas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos estariam isentos das tarifas punitivas.
Críticas às práticas comerciais do Brasil
Em nota, o USTR destacou que “certos atos, políticas e práticas do Brasil” relacionados a comércio digital, tarifas preferenciais, medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal são considerados “irrazoáveis” e prejudiciais ao comércio dos EUA.
Diálogo entre EUA e Brasil
O Embaixador Jamieson Greer afirmou que a investigação foi iniciada a pedido do ex-presidente Trump para abordar preocupações comerciais dos EUA com o Brasil. Apesar de reuniões construtivas com o presidente brasileiro, divergências significativas permanecem. O diálogo deverá continuar até julho de 2026, prazo para medidas corretivas.
Impactos potenciais e reações
A proposta de tarifas pode impactar significativamente o comércio entre os dois países, afetando setores importantes da economia brasileira. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já rebateu as alegações dos EUA, afirmando que o Brasil não prejudica empresas americanas. O setor privado dos EUA também expressou preocupações, pedindo alívio ao Brasil em meio a tensões comerciais com a China.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
