Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando ineficiência do Brasil no combate ao ingresso de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A decisão, divulgada nesta sexta-feira, é baseada em uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), concluída em 2 de julho.
Contexto da nova tarifa
A tarifa de 12,5% substituirá uma taxa global temporária de 10%, imposta em fevereiro pela administração de Donald Trump. A medida anterior foi uma resposta a uma decisão da Suprema Corte dos EUA que anulou tarifas aplicadas em abril de 2025. A investigação do USTR incluiu 60 países e examinou a eficácia das economias em impedir a entrada de produtos fabricados com mão de obra forçada.
O Brasil entre os países investigados
O Brasil foi listado entre 54 economias que, segundo o relatório, falharam em aplicar proibições eficazes contra a importação de produtos feitos com trabalho forçado. Outros países no grupo incluem China, Argentina e Austrália. Seis economias, como Canadá e União Europeia, foram classificadas como possuidoras de mecanismos legais, mas com aplicação ineficaz.
Resposta do Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu que as sanções são desproporcionais, destacando que o Brasil possui um arcabouço legal e acordos internacionais para erradicar o trabalho forçado. Vieira enfatizou que medidas de fiscalização estão em vigor para impedir a entrada de produtos fabricados sob essas condições no mercado brasileiro.
Impacto econômico
A nova tarifa de 25% imposta pelo governo Trump afeta US$ 7,2 bilhões em exportações brasileiras. Essa medida foi baseada em alegações de práticas desleais do Brasil, incluindo tarifas preferenciais e falhas no combate à corrupção e desmatamento ilegal. O USTR justificou a tarifa citando também dificuldades no acesso ao mercado de etanol e proteção inadequada da propriedade intelectual.
Para mais informações sobre as tarifas e suas implicações, consulte a fonte original.
Fonte: metropoles.com
