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Etanol se torna alternativa para usinas térmicas em Suape

Etanol se torna alternativa para usinas térmicas em Suape

O etanol está ganhando destaque como uma alternativa viável para usinas termelétricas no Brasil. Recentemente, um grupo de empresários do setor de etanol em São Paulo, juntamente com dirigentes da Copersucar, visitou o complexo portuário de Suape para explorar a possibilidade de fornecer etanol para uma usina que está testando um motor movido a esse combustível renovável.

Motor inovador em Suape

O motor, desenvolvido pela empresa finlandesa Wärtsilä, foi encomendado pela termelétrica Suape Energia. A usina, que possui um contrato de fornecimento de energia térmica de 15 anos com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), está buscando inovar com o uso de etanol a partir de 2024. A Wärtsilä aceitou o desafio, mas antes quis garantir a segurança no transporte e armazenamento do combustível.

Histórico do etanol no Brasil

O Brasil tem uma longa tradição no uso de etanol, com mais de 100 anos de experiência. O país é o segundo maior produtor mundial e possui uma infraestrutura robusta, com 35 mil postos abastecidos diariamente. Essa experiência foi fundamental para convencer os finlandeses a adaptar um de seus motores de sucesso global para funcionar com etanol.

Testes e expectativas

A Suape Energia está realizando testes com o motor, que tem capacidade para gerar quatro megawatts de energia elétrica. O etanol é fornecido pela Vibra, que possui uma base em Suape. A expectativa é que, em breve, todas as 17 máquinas da usina sejam convertidas, abrindo caminho para novos contratos com o ONS.

Impacto no mercado de energia

José Faustino Cândido, CEO da Suape Energia, e Adriano Marcolino, da Wärtsilä, acreditam que o projeto pode transformar o mercado de termelétricas no Brasil. Com milhares de motores gerando energia no horário de pico, a introdução do etanol como combustível renovável pode ser um divisor de águas.

Perspectivas para o setor sucroalcooleiro

Para o setor sucroalcooleiro, a possibilidade de fornecer etanol para usinas térmicas representa uma nova oportunidade de negócio. Henrique Araújo, da Copersucar, vê o projeto como uma expansão do uso do etanol para além do setor automobilístico, enquanto o consultor Reive Barros destaca o potencial do etanol como uma solução renovável em um segmento que enfrenta preconceito no Brasil.

O avanço do etanol como combustível para termelétricas pode representar uma mudança estratégica no fornecimento de energia firme, especialmente no Nordeste, onde o etanol produzido a partir de cana-de-açúcar e milho pode encontrar um novo mercado.

Para mais informações sobre o uso de etanol em usinas térmicas, acesse o Canal Energia.

Fonte: jc.uol.com.br

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