O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender a campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo estado do Paraná. A decisão foi proferida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques neste sábado, 19 de setembro de 2026, em resposta a uma ação movida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PC do B. A suspensão ainda aguarda confirmação pelo plenário do TSE.
Restrições impostas a Dallagnol
Com a decisão, Dallagnol está proibido de utilizar recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Além disso, ele não poderá veicular propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, nem participar de debates ou realizar outros atos de campanha. A medida permanecerá em vigor até o julgamento definitivo do recurso eleitoral apresentado contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que anteriormente havia liberado sua candidatura.
Controvérsia sobre inelegibilidade
A questão central envolve a exoneração de Dallagnol do cargo de procurador da República em novembro de 2021. Na época, ele estava sob investigação por procedimentos disciplinares no Ministério Público Federal. Em 2023, o TSE considerou que sua exoneração foi uma tentativa de evitar a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa, resultando na cassação de seu mandato de deputado federal obtido nas eleições de 2022.
O TRE-PR, no entanto, argumentou que a situação havia mudado em 2026, uma vez que os procedimentos disciplinares contra Dallagnol foram arquivados. O ministro Floriano de Azevedo Marques rejeitou essa justificativa, afirmando que os fatos já eram conhecidos e não havia novas circunstâncias para alterar o entendimento do TSE.
Impacto no processo eleitoral
O ministro destacou o potencial dano ao processo eleitoral, considerando que a presença de um candidato inelegível poderia influenciar o resultado da eleição no Paraná, onde duas vagas ao Senado estão em disputa. Ele alertou que a permanência de Dallagnol na corrida poderia levar a combinações de voto que não ocorreriam se os eleitores soubessem de sua inelegibilidade.
Histórico de Dallagnol
Dallagnol, conhecido por sua atuação na operação Lava Jato, deixou o Ministério Público Federal em 2021, respondendo a 15 procedimentos administrativos. O TSE entendeu que sua exoneração antecipada visava evitar que esses procedimentos evoluíssem para processos disciplinares que poderiam resultar em inelegibilidade. Após ser eleito deputado federal em 2022, seu registro foi indeferido pelo TSE, decisão que foi confirmada pela Câmara dos Deputados e pelo Supremo Tribunal Federal.
Atualmente filiado ao partido Novo, Dallagnol buscava uma vaga no Senado. A liminar do TSE ordena que o TRE-PR tome as medidas necessárias para implementar a decisão imediatamente.
Para mais informações sobre a decisão, consulte a íntegra do documento.
Fonte: poder360.com.br
