A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital é um desafio crescente que demanda a colaboração de toda a sociedade. A professora doutora Catarina Gonçalves, durante o 22º Congresso Internacional de Inovação na Educação, enfatizou que a responsabilidade não pode recair apenas sobre a legislação, mas deve ser compartilhada entre famílias, escolas, Estado e sociedade.
Desafios da educação digital
O tema “Construção de Identidades entre Telas: o ECA Digital e a proteção dos adolescentes” foi destaque no evento promovido pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE. Catarina Gonçalves, coordenadora do NEPEVE, destacou que a simples restrição ao uso de dispositivos eletrônicos, como previsto pela Lei nº 15.100/2025, não é suficiente. É crucial entender como o ambiente digital molda a subjetividade e a convivência de crianças e adolescentes.
Impacto das telas na formação identitária
A construção identitária de crianças e adolescentes é profundamente influenciada por questões de exposição, pertencimento e consumo. No ambiente virtual, padrões de beleza e comportamentos são frequentemente estabelecidos, muitas vezes levando a uma percepção distorcida de valor e identidade baseada em bens de consumo.
Responsabilidade compartilhada na educação
Embora o ECA Digital não atribua responsabilidade direta às escolas, Catarina Gonçalves argumenta que elas desempenham um papel moral significativo na formação de uma sociedade menos radicalizada. A educação deve abordar a convivência digital, reconhecendo que interações online impactam diretamente a subjetividade e o comportamento dos jovens.
Inovação e desafios na era digital
O Congresso Internacional de Inovação na Educação, que acontece até o dia 8 de outubro no Recife, aborda temas como inovação na era digital e desafios na educação profissional. O evento oferece mais de 20 atividades, incluindo palestras e painéis demonstrativos, focando em como a educação pode evoluir para atender às demandas do mundo digital.
Fonte: jc.uol.com.br
