A Corregedoria Regional da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro decidiu afastar Eduardo Bolsonaro, ex-deputado pelo PL, de sua função como escrivão da Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis. O afastamento, motivado por faltas injustificadas, foi publicado recentemente pelo site UOL, revelando um desdobramento significativo na carreira do político.
Motivo do Afastamento
O afastamento de Eduardo Bolsonaro é temporário e permanecerá em vigor até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que foi instaurado no início de janeiro deste ano. Esse processo investiga as frequentes ausências do ex-deputado ao trabalho, uma situação que chamou a atenção da Corregedoria. Desde fevereiro de 2025, Eduardo reside nos Estados Unidos, o que complicou ainda mais sua situação profissional.
Determinação e Prazo para Entrega de Pertences
A decisão de afastamento foi oficializada pelo corregedor regional da PF através de uma portaria datada de 10 de fevereiro, embora tenha sido divulgada ao público apenas no dia 26 de fevereiro. Conforme as instruções recebidas, Eduardo tem um prazo de até cinco dias úteis para devolver sua arma de fogo e a carteira funcional, marcando um período crítico em sua trajetória na instituição.
Histórico de Faltas e Licenciamento
Eduardo Bolsonaro, que é escrivão concursado, havia se licenciado de suas funções para assumir um mandato como deputado federal. Contudo, sua licença foi interrompida devido à cassação de seu cargo por faltas semelhantes. A decisão da PF de abrir um PAD foi impulsionada pelo fato de que ele não retornou ao Brasil após a cassação e não se apresentou para reassumir suas atividades, levando à discussão sobre um possível abandono de cargo.
Outros Processos Administrativos
Além do PAD atual, em setembro de 2025, outra investigação foi aberta contra Eduardo Bolsonaro, focando em sua atuação nos Estados Unidos, onde ele se manifestou a favor da imposição de sanções ao Brasil. Essa situação foi motivada por uma representação feita por Guilherme Boulos, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência e ex-deputado federal, ressaltando a complexidade das ações do ex-deputado no exterior.
Conclusão
O afastamento de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal destaca a seriedade das faltas injustificadas e a importância do cumprimento das obrigações funcionais. Com o andamento dos processos administrativos em curso, o futuro de Eduardo na PF e suas repercussões políticas permanecem incertos, refletindo a tensão entre sua vida pública e a responsabilidade de sua função no serviço público.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








