Na última sexta-feira, o dólar apresentou uma queda significativa no mercado brasileiro, encerrando o dia cotado a R$ 5,1766. Esta é a menor taxa de fechamento desde maio de 2024, refletindo o impacto da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que rejeitou tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente Donald Trump.
Consequências da Derrubada das Tarifas Comerciais
As tarifas, que desempenharam um papel crucial na guerra comercial iniciada por Trump, contribuíram para a instabilidade nos mercados financeiros e aumentaram a incerteza econômica global. Com a decisão judicial, houve um relaxamento nas tensões comerciais, o que favoreceu a valorização das moedas emergentes, incluindo o real.
Análise da Cotação e Expectativas de Mercado
No fechamento da semana, o dólar à vista acumulou uma desvalorização de 1,03%, enquanto no ano a queda foi de 5,69%. O dólar futuro também seguiu a tendência de baixa, com cotações em R$ 5,1840. Essa trajetória é influenciada por dados econômicos dos EUA, como o índice de preços de gastos com consumo (PCE), que subiu 0,4% em dezembro, acima das expectativas do mercado.
Impacto dos Dados Econômicos dos EUA
Os analistas destacam que a alta do PCE pode complicar a estratégia do Federal Reserve em relação à redução das taxas de juros. Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, afirma que esses dados reforçam a percepção de que o Fed terá dificuldades para cortar juros em um ritmo mais acelerado, o que pode afetar negativamente a demanda pela moeda americana.
Fatores de Risco e Cenário Internacional
Embora as perspectivas sejam otimistas, a tensão crescente entre Estados Unidos e Irã permanece como um fator de risco significativo. O CEO da Gravus Capital, Ricardo Trevisan, observa que ameaças de ataques por parte do governo iraniano mantêm os preços do petróleo elevados, com o Brent superando os US$ 71. Um conflito militar poderia gerar volatilidade nos mercados e impactar negativamente ativos de países emergentes.
Atração de Investimentos e Diferencial de Juros
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, com a Selic em 15% e a taxa americana entre 3,50% e 3,75%, tem sido apontado como um fator atrativo para investidores. Essa diferença contribui para a valorização do real, pressionando o dólar a níveis mais baixos, o que é um sinal positivo para a economia brasileira.
Visita do Presidente Lula à Índia
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sua visita a Nova Délhi, onde participa da inauguração do novo escritório da ApexBrasil. A presença do presidente no exterior indica um esforço para fortalecer relações comerciais e atrair mais investimentos para o país.
Conclusão
A recente queda do dólar para R$ 5,17, impulsionada pela derrubada das tarifas de Trump e pelo cenário econômico dos EUA, reflete um momento de otimismo para o Brasil. Entretanto, a volatilidade potencial decorrente de tensões geopolíticas e a vigilância sobre os dados econômicos globais continuam a ser fatores a serem observados por investidores e analistas.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








