Disputa por Apoio Evangélico Marca Eleições no Rio de Janeiro

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Eleição no Rio de Janeiro tem disputa pelo apoio evangélico. Fotos: reprodução/instagram

A corrida eleitoral para o governo do Rio de Janeiro já começou a se desenhar, e um dos pontos centrais dessa disputa é a busca pelo apoio de líderes evangélicos. As pré-candidaturas do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, representando o PSD, e do secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas, do PL, estão particularmente focadas nesse eleitorado significativo.

Apoio Evangélico e Estratégias Políticas

Recentemente, Paes tomou uma iniciativa ao indicar a advogada Jane Reis, que é evangélica e casada com um pastor, como sua possível vice-governadora. No entanto, essa ação não teve a recepção esperada, especialmente após o rompimento de relações com o pastor Silas Malafaia, um influente líder evangélico que agora está apoiando Douglas Ruas. Esse movimento reflete a importância do eleitorado cristão, que representa 32% da população do estado, superando a média nacional.

A Inauguração do Templo e o Apoio a Douglas

Durante a inauguração de um novo templo da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia fez questão de apresentar Douglas Ruas aos fiéis, pedindo aplausos e anunciando que 'coisas boas' estão por vir. Em resposta ao apoio do pastor, Douglas elogiou Malafaia, chamando-o de uma referência e descrevendo o novo templo como um local de bênçãos. Esse evento foi um marco em sua campanha e simboliza a união de forças contra Paes.

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Conflitos e Alianças

A relação entre Malafaia e Paes deteriorou-se principalmente devido à aliança do prefeito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pastor criticou publicamente Paes, argumentando que sua associação com Lula é uma afronta aos valores cristãos, especialmente após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fez referências sarcásticas a líderes evangélicos. Malafaia já declarou que apoiará either Douglas ou Felipe Curi, ambos pré-candidatos do PL.

Reações e Considerações Políticas

Na tentativa de conquistar o eleitorado evangélico, a escolha de Jane Reis foi enfatizada por seu irmão, Washington Reis, que destacou suas qualidades como advogada e mãe. No entanto, ele também fez uma crítica à estratégia de candidatos alinhados com o bolsonarismo, afirmando que não se sentia confortável em embarcar em aventuras políticas, referindo-se à inexperiência de Douglas e de Curi em cargos eletivos.

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Apoios Futuros e Eleições

Apesar de sua posição em relação ao PL, Reis garantiu que apoiará Flávio Bolsonaro em sua candidatura à presidência, mesmo que sua aliança com Paes se concentre apenas na candidatura ao governo do estado. Em relação à corrida ao Senado, Reis manifestou apoio ao governador Cláudio Castro, destacando a necessidade de uma chapa para a Assembleia Legislativa que atenda aos interesses políticos atuais.

Conclusão

A disputa pela governadoria do Rio de Janeiro está cada vez mais acirrada, com o apoio evangélico se mostrando um fator decisivo nas estratégias eleitorais. A polarização entre os candidatos e as alianças formadas, como a de Douglas Ruas com Silas Malafaia, demonstram a relevância desse segmento no cenário político. Enquanto os candidatos buscam fortalecer suas bases e conquistar novos eleitores, a influência das lideranças religiosas continuará a moldar a trajetória das eleições.

Fonte: https://www.infomoney.com.br