Um estudo recente do Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, revelou que o Brasil perde cerca de 40% da água tratada antes que ela chegue às residências. Esse desperdício representa um desafio significativo para o setor de saneamento no país.
Estados com maiores perdas de água
O levantamento destacou que 16 estados brasileiros perdem mais água que a média nacional de 39,53%. Entre eles, Alagoas, Roraima e Pará se destacam com perdas superiores a 55%. Esses números preocupam, pois indicam ineficiências significativas na distribuição de água tratada.
Causas do desperdício de água
As perdas de água tratada ocorrem por diversos motivos, incluindo vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. Essas falhas não apenas impactam o meio ambiente, mas também aumentam os custos de produção e operação das empresas de saneamento, onerando os consumidores finais.
Metas e desafios do Marco Legal do Saneamento
O Novo Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2023, estabelece metas ambiciosas, como reduzir as perdas de água para 25% até 2033. No entanto, com o prazo já ultrapassando a metade, há dúvidas sobre a capacidade de atingir esses objetivos. O marco também prevê que 99% da população tenha acesso à água potável até 2033.
Impacto potencial da redução de perdas
Se o Brasil conseguir reduzir suas perdas de água, o volume economizado poderia abastecer a população do Canadá por um ano, segundo o estudo. Isso demonstra o potencial impacto positivo que melhorias na infraestrutura de saneamento poderiam ter, tanto em termos econômicos quanto ambientais.
Desempenho das capitais e grandes cidades
Entre as capitais, Curitiba se destaca como a única na categoria “rumo à universalização” dos serviços de água e esgoto. No entanto, apenas 94 municípios no país estão progredindo significativamente em direção à universalização, segundo a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes).
Para mais detalhes sobre o estudo, acesse a CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
