Decisão da Suprema Corte dos EUA Impacta Mercados: Ações Sobem, Dólar Cai e Ibovespa Zera

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Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg)

A recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos trouxe reações imediatas e significativas nos mercados financeiros. Na última sexta-feira (20), a Corte derrubou a imposição de tarifas globais pelo presidente Donald Trump, afirmando que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não conferia ao Executivo tal autoridade. Essa decisão provocou a alta das ações nos Estados Unidos, a estabilização do Ibovespa e uma queda no valor do dólar.

O Julgamento da Suprema Corte

Com uma votação de 6 a 3, os juízes concluíram que a IEEPA, criada em 1977, permite ao presidente regular transações econômicas internacionais em situações de emergência, mas não lhe confere o poder de estabelecer tarifas de forma ampla e indefinida. A Constituição, segundo a Corte, atribui ao Congresso a responsabilidade de instituir e arrecadar tributos, o que limita a capacidade do presidente de usar tarifas como ferramenta econômica.

Impactos nos Mercados Financeiros

A decisão gerou um alívio nas tensões protecionistas que permeavam o comércio internacional. Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, destacou que essa mudança impulsionou os índices de ações em Wall Street, com ganhos generalizados. Para países emergentes como o Brasil, a derrubada das tarifas reduz o risco de retaliações comerciais e estimula o fluxo de investimentos em ativos de risco, como o Ibovespa, favorecendo também as moedas locais em um cenário de dólar mais fraco.

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Perspectivas para o Futuro

Analistas como Aroop Chatterjee, do Wells Fargo, expressaram a expectativa de que essa decisão tenha um impacto positivo temporário no risco, embora reconheçam que o governo ainda possui outras formas de impor tarifas. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, complementou que a decisão diminui a incerteza nos mercados ao restringir o uso das tarifas como uma arma política, o que tende a ser benéfico para a economia.

Implicações Econômicas e Fiscais

As tarifas anteriormente impostas por Trump eram apresentadas como uma forma de gerar receita para reduzir o déficit fiscal dos Estados Unidos. Em 2026, essas tarifas já haviam arrecadado US$ 118 bilhões até janeiro, em comparação com US$ 28 bilhões no ano anterior. A expectativa era de que, se mantidas até 2035, poderiam contribuir com cerca de US$ 3 trilhões na redução do déficit. A revogação dessas tarifas, portanto, levanta preocupações sobre possíveis implicações negativas para a consolidação fiscal no longo prazo.

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Conclusão

A decisão da Suprema Corte dos EUA não apenas altera o panorama das tarifas impostas por Trump, mas também tem potencial para reconfigurar a dinâmica do comércio internacional e os mercados financeiros. Com uma maior clareza jurídica e a redução das incertezas econômicas, o cenário é favorável para um crescimento mais robusto e um aumento do apetite por ativos de risco, tanto nos Estados Unidos quanto em mercados emergentes, como o brasileiro.

Fonte: https://www.infomoney.com.br