O ex-deputado federal Deltan Dallagnol, do partido Novo, associou a suspensão de sua campanha ao Senado pelo Paraná a uma suposta amizade entre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Floriano de Azevedo Marques. A declaração foi feita no domingo, 20 de setembro de 2026, em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Acusações de Dallagnol
Em seu vídeo, Dallagnol criticou a decisão de Floriano de Azevedo Marques, afirmando que a suspensão ocorreu na mesma semana em que ele apresentou um pedido de impeachment contra Moraes a candidatos. Ele destacou que Floriano e Moraes são amigos desde os tempos de faculdade e que a indicação de Floriano ao TSE foi anunciada por Moraes antes da confirmação oficial pelo presidente Lula.
Decisão do TSE
Floriano de Azevedo Marques suspendeu a campanha de Dallagnol no dia 19 de setembro, atendendo a uma ação da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança. A decisão ainda será analisada pelo plenário do TSE. Até lá, Dallagnol está proibido de usar recursos do Fundo Partidário, veicular propaganda eleitoral e participar de debates.
Comparações e contestações
Dallagnol contestou a decisão, alegando violação ao artigo 16-A da Lei das Eleições. Ele comparou sua situação à de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018, quando o então candidato pôde realizar atos eleitorais até decisão final. Dallagnol afirmou que a medida ataca a soberania do eleitorado paranaense e prometeu recorrer.
Precedente com Anthony Garotinho
Recentemente, Floriano de Azevedo Marques concedeu liminar favorável a Anthony Garotinho, permitindo a continuidade de sua campanha mesmo com o registro barrado pelo TRE-RJ. Na ocasião, Floriano justificou a decisão pela relevância da controvérsia e o risco de danos irreversíveis.
Fonte: poder360.com.br
