Carla Beni destacou que, apesar de alguns pontos positivos, o custo de capital foi um fator determinante para a queda do Brasil no ranking. A alta taxa de juros no país dificulta investimentos e afeta negativamente a competitividade das empresas brasileiras, que têm investido menos devido a esse cenário.
Além do custo de capital, Beni mencionou outros fatores estruturais que prejudicam o desempenho do Brasil, como a baixa educação financeira. A taxa Selic, pressionada pela instabilidade externa e pelo avanço inflacionário interno, também foi citada como um desafio, já que o Brasil possui a maior taxa real de juros do mundo.
Em relação às projeções do mercado, Beni comparou o Boletim Focus a um GPS, devido às constantes revisões. A expectativa é que o Banco Central mantenha ou reduza a taxa de juros em pequenos incrementos, apesar do alto grau de endividamento e inadimplência no país.
Apesar do cenário desafiador, Beni destacou o investimento estrangeiro direto como um ponto positivo, com o Brasil sendo um dos principais destinos para esses investimentos. O país também se destacou em energia renovável e na atividade empreendedora inicial, com uma redução na taxa de fechamento de empresas nos primeiros anos.
Beni concluiu que, apesar dos desafios, o setor público continua sendo um motor importante para o investimento no Brasil. A análise sugere que, para melhorar sua posição no ranking, o país precisa enfrentar os desafios estruturais e reduzir o custo de capital.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
