Cuidados Necessários Durante o Carnaval: Prevenindo Doenças Transmitidas pelo Contato

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Portal Pai D'Égua

Com a chegada do Carnaval, uma das celebrações mais vibrantes do Brasil, é essencial que os foliões permaneçam atentos à saúde. Este período, que atrai milhões de pessoas para festas e aglomerações, pode aumentar o risco de contágio de diversas doenças, principalmente aquelas transmitidas pelo beijo e pelo contato próximo. Especialistas alertam para a importância de adotar medidas preventivas para que a alegria da folia não seja acompanhada por preocupações de saúde.

Aumento de Doenças Durante o Carnaval

O médico virologista Caio Botelho, atuante em Belém, ressalta que o aumento nas taxas de doenças durante o Carnaval não ocorre por acaso, mas é consequência do comportamento social característico dessa época. Ele afirma: "A proximidade entre as pessoas e o período prolongado de festas contribuem para a disseminação de doenças". Nesse contexto, o contato direto da saliva é uma das principais formas de transmissão, exigindo que os foliões ajam com responsabilidade.

Principais Doenças Relacionadas ao Contato Pessoal

Dentre as doenças que merecem atenção especial durante a folia, destaca-se a mononucleose infecciosa, comumente chamada de "doença do beijo". Causada pelo vírus Epstein-Barr, os sintomas incluem dor de garganta intensa, febre alta e inchaço dos linfonodos. A transmissão ocorre principalmente pela saliva, tornando o beijo uma via comum de contágio, especialmente em estágios iniciais ou finais da doença.

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Outra preocupação significativa é a herpes, provocada pelo vírus Herpes Simplex. Embora seja conhecida pela transmissão durante o beijo quando há lesões visíveis, o médico Botelho alerta que a doença pode ser transmitida também pelo contato com feridas e bolhas, independentemente da localização. O cuidado deve ser redobrado para evitar o contato com qualquer lesão herpética, pois até pequenas feridas podem ser suficientes para a transmissão.

Outras Doenças e Sinais de Alerta

Embora a monkeypox, ou varíola dos macacos, não seja comumente transmitida pelo beijo, é importante manter a vigilância em ambientes com aglomerações. A presença de vesículas ativas pode indicar contágio, portanto, é prudente evitar o contato com pessoas que apresentem qualquer tipo de lesão cutânea suspeita.

O reconhecimento precoce dos sintomas é crucial para um tratamento eficaz e para interromper a transmissão. De acordo com Botelho, sintomas como dor de garganta intensa, febre elevada e inchaço dos linfonodos devem levar à busca de atendimento médico, especialmente se surgirem após o contato oral com outras pessoas.

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Medidas Preventivas e Cuidados a Serem Tomados

A prevenção pode ser alcançada através de ações simples, mas eficazes. Evitar beijos e contatos próximos com aqueles que apresentem sintomas como dor de garganta ou febre é fundamental. O médico enfatiza que, em caso de qualquer desconforto, é prudente evitar o contato, uma vez que a integridade da mucosa oral é uma barreira importante contra infecções.

O Risco das Aglomerações e ISTs

Além do contato íntimo, as aglomerações aumentam o risco de transmissão de infecções, especialmente as respiratórias, como gripes e resfriados. A recomendação é clara: caso alguém esteja visivelmente doente, o ideal é evitar o contato próximo. Durante o Carnaval, também existe um aumento na incidência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), uma vez que a atmosfera festiva e o consumo de álcool podem levar a relações sexuais desprotegidas.

Portanto, a orientação é que os foliões busquem se proteger e cuidar da saúde, garantindo que a celebração seja apenas de alegria e diversão, sem riscos adicionais à saúde.

Fonte: https://portalpaidegua.com.br