Cuba Enfrenta Apagão Que Deixa 3,4 Milhões Sem Eletricidade

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Na noite de quarta-feira, 4 de outubro, um apagão devastador atingiu quatro províncias do leste de Cuba, afetando cerca de 3,4 milhões de cidadãos. A estatal Unión Eléctrica de Cuba (UNE) comunicou que o problema foi causado por uma falha em uma linha de transmissão de alta tensão, resultando em uma interrupção significativa do fornecimento de energia.

Impacto nas Províncias Afetadas

As províncias de Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo foram as mais impactadas, incluindo a cidade de Santiago de Cuba, que abriga mais de 400 mil habitantes. As interrupções no fornecimento de eletricidade resultaram em dificuldades para a população local, especialmente em áreas críticas da infraestrutura urbana.

Causas do Apagão

Segundo a UNE, a origem do apagão se deu pela falha em uma linha de transmissão de 220 kV em Holguín, o que levou à desativação de unidades em importantes termelétricas, como as de Felton e Renté. Essa situação culminou no colapso parcial da rede elétrica, evidenciando as fragilidades do sistema energético cubano.

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Contexto da Crise Energética em Cuba

Este incidente ocorre em um contexto de crise energética profunda, caracterizada por cortes frequentes de energia e dificuldades no abastecimento. O sistema elétrico do país enfrenta desafios estruturais, incluindo a falta de manutenção adequada e uma capacidade de geração insuficiente, agravada pela escassez de combustíveis e pela deterioração de usinas antigas.

Consequências Econômicas e Sociais

A crise energética em Cuba está intimamente ligada às dificuldades econômicas que o país enfrenta, como a escassez de recursos para investimentos em infraestrutura e a dependência de combustíveis importados. Esses fatores têm sido exacerbados por anos de restrições e bloqueios ao comércio internacional, resultando em apagões recorrentes e prolongados.

Histórico de Apagões

Em um incidente anterior, ocorrido em outubro de 2024, um apagão afetou todo o território cubano devido a uma falha na maior usina do país, levando o governo a declarar uma 'emergência energética'. Naquela ocasião, cerca de 10 milhões de pessoas ficaram sem eletricidade, o que representa quase toda a população da ilha.

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Resposta do Governo Cubano

O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que a restauração do fornecimento de energia é uma prioridade para o governo. Em resposta ao apagão, foram suspensas as atividades das estatais e serviços não essenciais por um período de três dias, enquanto as autoridades trabalham para minimizar o impacto na vida cotidiana da população.

Conclusão

O recente apagão em Cuba destaca as fragilidades do sistema elétrico e as dificuldades enfrentadas pelo país na busca por uma solução eficaz para sua crise energética. Com uma população em constante espera pela normalização do serviço, o governo cubano enfrenta o desafio de restaurar a confiança da população em um setor vital para a economia e o bem-estar social.

Fonte: https://portaldeprefeitura.com.br