A recente revelação de que Cuba teria considerado o uso de drones para ataques contra os Estados Unidos elevou as tensões entre os dois países. De acordo com informações do site Axios, baseadas em relatórios de inteligência, o governo cubano avaliou a possibilidade de atacar a base americana de Guantánamo e até mesmo o território continental dos EUA.
Compra e uso de drones militares
Desde 2023, Cuba vem adquirindo drones militares de países como Rússia e Irã, ampliando seu arsenal tecnológico. A aquisição de mais de 300 drones demonstra a intenção de fortalecer suas capacidades defensivas e ofensivas, em meio a um cenário de crescente hostilidade com os Estados Unidos.
Contexto de tensões políticas
A relação entre Cuba e Estados Unidos tem se deteriorado nos últimos meses. O ex-presidente Donald Trump classificou Cuba como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional americana, sugerindo até mesmo o envio de um porta-aviões para a região. Além disso, o embargo econômico imposto desde 1962 continua em vigor, agora acompanhado de um bloqueio petrolífero.
Reações e medidas de defesa
Em resposta às ameaças percebidas, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que o país está preparado para enfrentar qualquer agressão militar dos EUA. A defesa civil cubana lançou um “guia da família” para orientar a população em caso de ataque, refletindo a seriedade com que o governo encara a situação.
Negociações e diplomacia
Apesar das tensões, esforços diplomáticos continuam. O diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Havana para reuniões com altos funcionários cubanos, indicando que ainda há canais de comunicação abertos entre os dois governos. No entanto, as negociações permanecem difíceis, com ambos os lados mantendo posições firmes.
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Fonte: metropoles.com
