A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS permanece como um dos principais pontos de tensão política em Brasília, especialmente nas próximas semanas, após uma série de derrotas da oposição em votações internas.
Estratégia de Confronto da Oposição
O senador Carlos Viana, que preside a CPMI, optou por manter sua estratégia de confronto com o governo. Ele anunciou que pretende reavaliar requerimentos que já foram rejeitados anteriormente pelo colegiado, destacando uma resistência contínua em relação à influência do Palácio do Planalto nas decisões da comissão.
Foco em Fábio Luís e Outros Personagens
Um dos principais alvos da CPMI é Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tentativa de convocação de Lulinha foi barrada no início de dezembro, quando a base governista conseguiu uma maioria suficiente para rejeitar o pedido, mas a pressão sobre seu nome continua a ser uma estratégia central da oposição.
Investigações em Andamento
Paralelamente a essas ações políticas, investigações da Polícia Federal estão sendo conduzidas sobre possíveis desvios bilionários relacionados a benefícios previdenciários. Informações da CNN Brasil indicam que o nome de Lulinha aparece em citações recolhidas durante o inquérito, embora ainda não tenha havido qualquer acusação formal. O presidente Lula, por sua vez, já afirmou que, caso seu filho esteja envolvido em irregularidades, ele deve ser responsabilizado judicialmente.
Outros Alvos da CPMI
Além de Lulinha, a CPMI também está de olho em outras figuras ligadas ao presidente. Entre elas está Frei Chico, irmão de Lula e dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos. Embora pedidos para convocá-lo já tenham sido apresentados e rejeitados anteriormente, Viana se comprometeu a tentar incluí-lo novamente na agenda, desafiando a resistência da base aliada.
Conclusão
O cenário político em torno da CPMI do INSS revela uma persistente batalha entre a oposição e a base governista, com um foco claro na figura de Lulinha e outros membros do círculo próximo ao presidente. As próximas semanas prometem ser intensas, à medida que a comissão busca reavivar discussões e investigações que podem impactar a estabilidade do governo.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








