A Coreia do Sul declarou que tomará medidas firmes para proteger sua fronteira militar com a Coreia do Norte, em resposta a alegações de Pyongyang sobre operações em seu lado da linha divisória. O assessor de segurança nacional sul-coreano, Wi Sung-lac, reafirmou o compromisso de defesa nesta sexta-feira (30).
Explosão de mina agrava tensões na Zona Desmilitarizada
As tensões entre as Coreias aumentaram após a explosão de uma mina terrestre na Zona Desmilitarizada (DMZ), que feriu gravemente soldados sul-coreanos durante uma missão de reconhecimento. Seul responsabilizou o Norte pelo incidente, alegando que a mina era norte-coreana.
O Comando das Nações Unidas, que supervisiona a DMZ, afirmou que a presença da mina violou o armistício. Em resposta, Seul exigiu que Pyongyang interrompesse as fortificações na fronteira, destacando o aumento das tensões.
Retórica e propaganda na fronteira
Pyongyang negou envolvimento na explosão. Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, ameaçou retomar o uso de alto-falantes de propaganda contra o Sul até o fim de outubro. O serviço de inteligência sul-coreano, no entanto, informou que tais transmissões ainda não começaram.
Historicamente, as duas Coreias utilizaram transmissões de propaganda como parte de campanhas de guerra psicológica.
Exercícios militares entre Coreia do Sul e EUA sob críticas
A Coreia do Norte criticou os exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington, afirmando que eles aumentam as tensões na Península Coreana. O Ministério da Defesa norte-coreano declarou que manterá uma postura de dissuasão forte contra as movimentações militares dos EUA e seus aliados.
Os exercícios, que envolvem caças furtivos F-35A e F-35B, começaram na Base Aérea de Kunsan e estão programados para terminar em 6 de novembro.
Fonte: cnnbrasil.com.br
