Comissão do STJ para Investigar Acusações contra Marco Buzzi é Exclusivamente Masculina

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Fachada do Superior Tribunal de Justiça (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Uma nova comissão foi criada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigar as denúncias de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi. Este grupo é composto apenas por homens, após a saída da ministra Isabel Gallotti, que se declarou impedida de participar da apuração. Francisco Falcão assumirá seu lugar, fazendo parte de um corpo que inclui outros integrantes do tribunal.

Composição da Comissão e Contexto da Investigação

A comissão é formada por um total de seis ministros, sendo que apenas um terço do STJ, que conta com 33 membros, é composto por mulheres. A presença predominantemente masculina no grupo gerou discussões e preocupações sobre a imparcialidade e a sensibilidade necessárias para lidar com casos de assédio. O presidente do tribunal, Herman Benjamin, foi procurado por um grupo de ministras para relatar as acusações feitas pela família da suposta vítima.

Processos em Andamento e Consequências Potenciais

A sindicância aberta pelo STJ é um procedimento administrativo que pode culminar na aposentadoria compulsória de Buzzi. Este não é o único processo que ele enfrenta, pois também está sob investigação pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por questões semelhantes. A gravidade das acusações levou a família da jovem, que possui 18 anos, a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, o qual foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que se tomem as devidas providências legais.

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Acusações e Reação do Ministro

As denúncias surgiram após um incidente ocorrido durante férias em Balneário Camboriú, onde a jovem e seus pais estavam hospedados na residência de Buzzi. Segundo relatos, o ministro teria agarrado a jovem à força no mar, ação que provocou sua reação imediata e o relato do ocorrido para seus pais. A família decidiu deixar o local no mesmo dia, buscando medidas legais contra o ministro.

Situação de Saúde de Marco Buzzi

Após a abertura da sindicância, Marco Buzzi apresentou um atestado médico ao presidente do STJ, informando que se sentiu mal e foi internado em um hospital em Brasília. O atestado, que tem validade de dez dias, pode ser prorrogado. Nos bastidores do tribunal, há uma expectativa crescente de que o ministro seja afastado de suas funções enquanto as investigações estão em andamento, refletindo a seriedade das acusações.

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Considerações Finais

A situação envolvendo Marco Buzzi e as acusações de assédio sexual destaca a necessidade de processos transparentes e justos dentro das instituições judiciais. A escolha de uma comissão exclusivamente masculina para avaliar essas alegações levanta questões sobre a adequação desse formato em casos sensíveis, além de ressaltar a importância de um ambiente que promova a equidade de gênero na justiça. À medida que a investigação avança, a sociedade acompanha atentamente as decisões que serão tomadas.

Fonte: https://www.infomoney.com.br