Na última quinta-feira, 19 de outubro, a Polícia Civil da Bahia (PCBA) realizou uma operação em Paulo Afonso, no norte do estado, visando a desarticulação de uma clínica clandestina. A ação, coordenada pela Delegacia Territorial (DT) da cidade, ocorreu em um estabelecimento localizado no bairro Tancredo Neves II, que estava sendo investigado por práticas ilegais na área da medicina.
Investigação e Denúncia
As investigações tiveram início a partir de uma denúncia feita por uma mulher que, após se submeter a um procedimento cirúrgico na clínica, enfrentou complicações sérias, incluindo hemorragia intensa e risco à vida. O valor cobrado pelo procedimento foi de R$ 250,00, o que levantou suspeitas sobre a legalidade das operações realizadas no local.
Apreensão de Materiais e Equipamentos
Durante a ação, os policiais civis apreenderam uma variedade de instrumentos cirúrgicos, como bisturis elétricos e materiais para sutura, que não são permitidos para uso em atividades estéticas. Além disso, foram encontrados medicamentos de uso controlado, incluindo anestésicos e substâncias destinadas a preenchimentos faciais e corporais, que estavam sendo utilizados sem a devida autorização sanitária e formação profissional adequada.
Implicações Legais
As atividades da clínica não apenas configuram o exercício ilegal da medicina, mas também levantam indícios de violação do artigo 273 do Código Penal, que se refere à manipulação e uso inadequado de substâncias terapêuticas. O material apreendido foi encaminhado para a Delegacia, onde será submetido a perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT) para análise detalhada.
Continuidade das Investigações
As investigações permanecem em andamento, com o objetivo de identificar e localizar todos os responsáveis pela clínica e suas atividades ilegais. A ação da Polícia Civil visa não apenas coibir práticas irregulares, mas também proteger a saúde da população local, que pode estar em risco devido a procedimentos não regulamentados.
A operação evidencia a importância do trabalho das autoridades na fiscalização de estabelecimentos que operam fora da lei, reforçando a necessidade de regulamentação e supervisão na área da saúde.
Fonte: https://www.carlosbritto.com








