Canal do Sertão de PE é mais viável que Ramal de Entremontes, diz membro de comitê

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Membro do Comitê Pró-Canal do Sertão pernambucano, Daniel Torres reforçou a este Blog que a obra é infinitamente mais promissora do que o Ramal de Entremontes, como defendem alguns. A retomada do Canal do Sertão foi defendida esta semana no Congresso pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP).

Segundo Daniel Torres, o Ramal de Entremontes é econômica e socialmente inviável, beneficiando apenas uma pequena área em torno da Barragem de Entremontes (cerca de pouco mais de 20 mil hectares).

Portanto, não beneficia todo o sertão, e principalmente o Sertão do Araripe. Este Ramal depende totalmente do Canal da Transposição do Rio São Francisco porque as águas derivam-se da transposição, e o abastecimento deste canal vai ter uma vazão limitadíssima de cerca de 29 m³/s, e vai depender da liberação da água do Lago de Sobradinho. Fica a pergunta: quando a barragem tiver em seu nível menor, como fica a alimentação do Ramal de Entremontes? entra em colapso hídrico, falta de água para irrigação, enquanto o Canal do Sertão original não depende de liberação de água da transposição. A água será captada direta no Lago da Barragem de Sobradinho, e pretende irrigar cerca de 136 mil hectares de terras em todo o Sertão, com uma previsão de vazão de 139 m³/s”, argumentou.

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Torres acrescentou ainda que, no comparativo do estudo feito pelo Ministério da Integração, o custo de sua implantação é muito menos que o Ramal de Entremontes (confiram acima). “E outra: as terras previstas para serem irrigadas pelo Ramal de Entremontes são solos ruins, pedregosos e rasos, enquanto as melhores terras do Estado de Pernambuco, segundo estudos pedológicos, estão no Araripe, que são solos férteis e profundos”, complementou.

Fonte: www.carlosbritto.com