A Câmara dos Deputados inicia a semana com uma sessão deliberativa focada em acelerar a tramitação da PEC que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1. O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma reunião para esta segunda-feira, visando avançar no processo de contagem das dez sessões necessárias para a apresentação de emendas à proposta.
Avanço no calendário legislativo
Hugo Motta marcou reuniões diárias no plenário ao longo da semana, uma medida incomum, já que a Câmara geralmente delibera de terça a quinta. A intenção é alcançar metade do prazo regimental necessário para a tramitação da PEC. Após as dez sessões, o relator, deputado Leo Prates, poderá apresentar seu parecer.
Objetivo de aprovação rápida
O presidente da Câmara deseja aprovar a proposta até o final de maio, como um gesto simbólico para o Dia do Trabalhador. Um calendário está sendo alinhado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para promulgar a iniciativa até junho.
Discussões e seminários estaduais
Enquanto a contagem de sessões avança, a comissão especial da PEC planeja discutir o plano de trabalho do relator e votar requerimentos, incluindo ouvir o ministro Guilherme Boulos. Seminários sobre a mudança na escala de trabalho estão agendados para ocorrer em João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo.
Impacto eleitoral e apoio do governo
A redução da jornada é uma prioridade do governo, que lançou uma campanha de mídia para promover o fim da escala 6×1. A proposta de mudança para um modelo 5×2 visa reduzir as atuais 44 horas semanais para 40, mas enfrenta resistência de setores econômicos que pedem incentivos para compensar possíveis impactos.
Tramitação e debate na comissão
Na comissão especial, duas propostas tramitam em conjunto, já aprovadas pela CCJ. O governo defende a redução da jornada como um meio de fortalecer seu apelo popular, enquanto representantes econômicos pressionam por desonerações.
*Com informações de Emilly Behnke, Jussara Soares e Larissa Rodrigues.
Fonte: cnnbrasil.com.br
