O governo brasileiro respondeu firmemente às críticas dos Estados Unidos sobre sua atuação no combate ao crime organizado. Em uma nota divulgada na quarta-feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública negou qualquer falha ou omissão em suas ações contra grupos criminosos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, classificados como “terroristas” por Washington.
Resposta do Brasil às críticas norte-americanas
As críticas dos EUA foram formalizadas em um relatório anual enviado ao Congresso norte-americano, que lista os países considerados maiores produtores e rotas de trânsito de drogas. Embora o Brasil não esteja entre as 23 nações citadas, o documento critica sua eficácia no combate ao crime organizado. Em resposta, o governo brasileiro destacou a robusta cooperação já existente entre os dois países nessa área.
Medidas adotadas pelo governo brasileiro
O Ministério da Justiça destacou diversas iniciativas recentes para reforçar sua posição. Entre elas, a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que endurece as penas para líderes de facções e cria mecanismos para sufocar suas operações. Além disso, mencionou o Programa Brasil contra o Crime Organizado, que visa enfraquecer economicamente as facções e fortalecer o sistema prisional.
Cooperação internacional e propostas conjuntas
O governo brasileiro também ressaltou uma proposta entregue pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 2026, em Washington. O documento propõe medidas conjuntas para enfrentar a lavagem de dinheiro, o compartilhamento de inteligência e o combate ao tráfico de armas, aguardando ainda uma resposta dos EUA.
Resultados obtidos e continuidade das ações
O Brasil enfatizou que suas ações resultaram em “dezenas de milhares” de operações de combate ao crime, com prejuízos significativos para os criminosos. O governo reafirmou que o combate ao crime organizado é uma prioridade e continuará sendo conduzido de forma permanente, com integração entre as forças de segurança e cooperação internacional.
O Ministério da Justiça destacou que a manifestação dos EUA não possui respaldo jurídico formal e se trata de uma crítica circunstancial. O Brasil seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas, conforme demonstram os resultados obtidos nos últimos anos.
Fonte: poder360.com.br
