A bioeconomia surge como uma solução promissora para transformar resíduos e passivos ambientais em novas oportunidades de produção, energia, emprego e renda. Essa foi a mensagem central do chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, durante o painel “Governança Ambiental para Municípios: Soluções para os Territórios”, realizado no Seminário Nacional de Gestão Ambiental em Brasília.
Potencial de desenvolvimento regional
Bruno Laviola destacou a importância de alinhar pesquisa, desenvolvimento e inovação com as necessidades dos municípios, defendendo a descentralização do debate sobre bioeconomia. Ele ressaltou que é nos territórios que a produção ocorre, onde empresas se instalam e oportunidades se transformam em benefícios para a população.
Agregação de valor e biorrefinarias
Um estudo do Cepea, em parceria com a Abiove, revela que o PIB gerado por tonelada de soja processada no Brasil é quatro vezes maior que o da soja exportada em grão bruto. Com base nisso, Laviola propôs a implementação de biorrefinarias regionais, que aproveitariam biomassas, resíduos e coprodutos para gerar novos produtos e energia renovável.
Estratégias para gestores municipais
Para aplicar a bioeconomia, Laviola sugere três passos fundamentais: mapear o potencial local, aproximar atores como produtores e empresas, e transformar oportunidades em projetos viáveis. A Embrapa e outras instituições de ciência e tecnologia oferecem conhecimento para reduzir incertezas e apoiar soluções locais.
Debate sobre governança ambiental
O painel reuniu representantes de diversas instituições para discutir como tecnologias e modelos de cooperação podem fortalecer a gestão ambiental municipal. Entre os participantes, estavam especialistas em tecnologia, saneamento e fomento a cadeias agrícolas sustentáveis, que apresentaram soluções práticas para os desafios ambientais das cidades brasileiras.
O Seminário Nacional de Gestão Ambiental teve como objetivo reunir gestores públicos e especialistas para discutir e construir caminhos de ação e financiamento para a transformação local, reforçando o papel dos territórios na construção de uma economia de base biológica.
Fonte: poder360.com.br
