A Azul Linhas Aéreas (AZUL53) anunciou, nesta sexta-feira (20), sua saída bem-sucedida do processo de recuperação judicial conhecido como Chapter 11, nos Estados Unidos. A companhia, em um comunicado direcionado ao mercado, destacou que concluiu seu processo voluntário de reestruturação financeira sob a supervisão do United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York.
Detalhes da Saída do Chapter 11
A saída da recuperação judicial foi alcançada após a Azul realizar o pagamento total do financiamento DIP (debtor-in-possession) e a liquidação de uma oferta pública de ações que foi anunciada em 3 de fevereiro de 2026. Essa reestruturação marca um passo significativo para a companhia, permitindo que ela retome suas operações normais sem as restrições impostas pela recuperação judicial.
Mudanças no Capital Social e Estrutura Acionária
Com a conclusão da liquidação da Oferta de Saída e o agrupamento de ações aprovado em assembleia geral extraordinária em 12 de fevereiro de 2026, o capital social da Azul foi estabelecido em R$ 21.756.852.177,39. Este montante está dividido em um total de 54.730.851.778.811 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal. Além disso, caso as três séries de bônus de subscrição aprovadas pelo Conselho de Administração sejam totalmente exercidas, o número total de ações pode alcançar até 62.176.565.360.734.
Acordos Estratégicos com Credores
A reestruturação financeira da Azul foi viabilizada por meio de acordos estabelecidos com seus principais credores, que incluem detentores de títulos de dívida e a AerCap, o maior arrendador de aeronaves da empresa. A colaboração com investidores estratégicos, como United Airlines, Inc. e American Airlines, Inc., também foi fundamental para o sucesso desse processo.
Perspectivas Futuras da Azul
Com a formalização de sua saída do Chapter 11, a Azul se mostra otimista e pronta para implementar sua estratégia operacional e financeira. A companhia pretende focar em eficiência, rentabilidade e na expansão sustentável de suas rotas. Além disso, a Azul continua a ser a maior companhia aérea do Brasil em termos de número de cidades atendidas e rotas domésticas diretas, o que reforça sua posição de destaque no mercado.
A conclusão desse processo de reestruturação não apenas representa uma nova fase para a Azul, mas também um compromisso renovado com seus clientes e acionistas, visando um futuro promissor no setor aéreo.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








