Pela primeira vez em 2026, a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera numericamente a desaprovação, conforme pesquisa Datafolha. O levantamento revela 49% de aprovação contra 48% de desaprovação, mantendo-se tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Estabilidade na avaliação qualitativa
Apesar da vantagem numérica, a avaliação qualitativa do governo permanece estável. O governo é considerado ruim ou péssimo por 38% dos entrevistados, ótimo ou bom por 32% e regular por 28%. Esses percentuais repetem os resultados das rodadas anteriores, indicando que o recente conflito comercial com os Estados Unidos não alterou significativamente a percepção pública.
Impacto do novo tarifário
A estabilidade atual contrasta com a reação ao primeiro tarifário imposto pelo governo Trump em 2025, quando Lula viu uma melhora nos índices de avaliação. Entre julho e setembro de 2025, a aprovação subiu de 29% para 33%, e desde então, manteve-se próxima desse patamar.
O novo embate comercial pode influenciar futuras pesquisas, com Lula explorando o tema politicamente contra o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa presidencial.
Desafios do mandato
A maior queda na avaliação de Lula ocorreu entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, durante crises políticas e de comunicação, incluindo a controvérsia sobre a fiscalização de transações via PIX. O sistema de pagamentos instantâneos voltou ao centro das relações comerciais com os Estados Unidos, que alegam prejuízos às empresas de cartão de crédito.
Diferenças na rejeição
A pesquisa destaca diferenças na avaliação do governo conforme religião, escolaridade, região, renda, idade e gênero. A rejeição é maior entre evangélicos (51%), pessoas com ensino superior (48%), moradores do Sul (46%) e homens (43%).
Os melhores índices de aprovação aparecem entre pessoas com menor escolaridade (46%) e moradores do Nordeste (45%).
Principais preocupações dos brasileiros
A saúde continua sendo a principal preocupação dos brasileiros, citada por 21% dos entrevistados, seguida pela segurança pública (19%) e economia (14%). Corrupção, educação e desemprego também são mencionados, mas em menor escala.
A ordem das prioridades permanece praticamente inalterada em relação ao levantamento anterior.
Para mais informações, acesse a pesquisa completa no site da Folha.
Fonte: jc.uol.com.br
