Após anunciar que estudava eliminar a obrigatoriedade das aulas práticas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o governo federal voltou atrás e decidiu manter um número mínimo de aulas exigidas.
A proposta inicial da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) previa o fim completo das aulas obrigatórias, mas o novo texto deve estabelecer um mínimo de até cinco aulas práticas, bem abaixo das 20 atualmente exigidas.
O recuo ocorreu após protestos de empresários e instrutores de autoescolas, realizados na manhã desta quinta-feira (23), em Salvador (BA). O grupo se manifestou “contra o fim do emprego de 300 mil trabalhadores”, no Parque de Exposições, e seguiu em direção à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no Centro Administrativo (CAB).
Mesmo com a mudança, o governo manteve um dos principais pontos da reforma: a criação do instrutor autônomo credenciado, que poderá oferecer aulas fora das autoescolas, com o objetivo de reduzir custos e ampliar o acesso aos candidatos.
O curso teórico continuará obrigatório, mas será gratuito e realizado de forma on-line e virtual. De acordo com estimativas do governo, as novas medidas podem reduzir em mais de 60% o custo total para tirar a CNH.
A proposta ainda precisa ser analisada e votada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) antes de entrar em vigor.
Fonte: Bnews








