Aena conquista o Aeroporto do Galeão em leilão de R$ 2,9 bilhões com ágio expressivo

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Aena arremata aeroporto do Galeão em leilão por R$ 2,9 bi e ágio de 210,88% - Reprodução da ...

A Aena, empresa espanhola conhecida por operar o Aeroporto de Congonhas em São Paulo, fez história ao arrematar o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, em um leilão que ocorreu na sede da B3 em São Paulo. Com uma oferta de R$ 2,9 bilhões, a companhia não apenas superou a concorrência, mas também registrou um ágio impressionante de 210,88% em relação ao valor mínimo estipulado.

Disputa acirrada e valores surpreendentes

Durante o leilão, a Aena enfrentou forte competição da atual concessionária, RioGaleão, e da Zurich Airport, que também apresentaram propostas relevantes. A disputa foi intensa, com um total de 26 lances, começando com uma oferta inicial de R$ 1,5 bilhão, que já mostrava um ágio de 60%. A empresa precisou quase dobrar seu lance para garantir a vitória.

A atual concessionária e suas limitações

A concessionária atual, formada pela Changi, de Cingapura, e a Vinci, da França, fez a menor oferta na etapa inicial, com apenas R$ 934 milhões, mas posteriormente aumentou seu lance para R$ 1,88 bilhão. No entanto, a competição se intensificou entre a Aena e a Zurich Airport, que operam terminais em outras regiões do Brasil.

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Aspectos contratuais e futuro da concessão

O contrato de concessão inclui uma contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto até 2039 e prevê a saída da Infraero da administração até março de 2026. Atualmente, a Infraero detém 49% da concessão RioGaleão, enquanto a Vinci e a Changi controlam o restante, após uma trajetória que inclui a venda de participação da Odebrecht em meio a escândalos.

Contexto histórico e decisões governamentais

A concessão do Galeão foi inicialmente arrematada em 2013 por um consórcio que incluiu a Changi e a Odebrecht, com um valor impressionante de R$ 19 bilhões. Contudo, a pandemia de COVID-19 e a insatisfação com a demanda levaram a Changi a considerar a devolução da concessão, embora tenha recuado dessa decisão posteriormente. Para mitigar a situação, o governo federal restringiu voos no Santos Dumont, redirecionando operações para o Galeão.

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O futuro promissor do Galeão

Em 2025, o Aeroporto Internacional do Galeão alcançou um recorde de 17,8 milhões de passageiros, uma impressionante alta de 125% em relação ao ano anterior. Essa recuperação é vista como um passo positivo para a nova administração da Aena, que assume o terminal com grandes expectativas para o futuro, especialmente após a aprovação da repactuação de concessão pelo Tribunal de Contas da União.

Conclusão

A aquisição do Aeroporto do Galeão pela Aena representa não apenas uma mudança significativa na gestão de um dos principais terminais do Brasil, mas também um passo importante para a recuperação do setor aéreo no país. Com um leilão marcado por lances expressivos e um novo modelo de concessão, a expectativa é de que a Aena traga inovações e melhorias que beneficiem tanto os passageiros quanto a economia local.

Fonte: https://jc.uol.com.br