Adolescente de 15 Anos é Suspeito de Inserir Mandados Falsos Contra Lula e Moraes

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Lula cumprimenta Moraes em evento no Supremo 29/09/2025 REUTERS/Mateus Bonomi

A Polícia Civil identificou um adolescente de apenas 15 anos como o principal suspeito de inserir mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A ação, registrada no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), gerou grande preocupação entre as autoridades e chamou a atenção para a segurança dos dados judiciais.

Investigação e Acesso Indevido

Em janeiro deste ano, o CNJ detectou uma alteração não autorizada nos registros do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. Essa descoberta levou à abertura de uma investigação que revelou que o adolescente havia utilizado credenciais de servidores do Judiciário, obtidas de forma ilícita, para acessar sistemas restritos. Importante destacar que não houve uma invasão direta ao sistema, mas sim o uso de informações comprometidas.

Operação Lex Data

A operação, denominada Lex Data, foi conduzida pela Polícia Civil de Goiás em colaboração com o Tribunal de Justiça do estado. Durante as ações, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Iporá, Goiânia e o Distrito Federal. Esse esforço coordenado teve como objetivo desmantelar o esquema que permitiu a inserção dos mandados falsos.

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Vida de Luxo e Suspeitas de Phishing

As investigações indicam que o adolescente levava uma vida de luxo, com gastos e movimentação financeira que não condizem com a sua idade e a renda familiar. Além disso, ele não estava matriculado em nenhuma instituição de ensino há dois anos, o que levantou ainda mais suspeitas sobre suas atividades. O roubo das credenciais provavelmente ocorreu através de links maliciosos, conhecidos como phishing, que têm a capacidade de instalar programas que copiam informações sensíveis dos computadores infectados.

Implicações e Benefícios a Criminosos

Além de inserir os mandados falsos, o adolescente teria tentado beneficiar membros de facções criminosas de alta periculosidade. Essa conexão com atividades ilícitas ajudaria a explicar a movimentação financeira atípica que o jovem apresentava. No entanto, apesar das mais de 100 alterações realizadas no sistema, a Polícia conseguiu identificar e corrigir os dados antes que qualquer criminoso fosse efetivamente beneficiado pela ação.

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Conclusão

O caso do adolescente que inseriu mandados falsos em nome de figuras públicas de alta relevância ressalta a importância da segurança cibernética, especialmente em instituições judiciais. A rápida resposta das autoridades foi crucial para mitigar os danos e evitar que ações criminosas se concretizassem. A investigação continua em andamento, com foco em compreender completamente a extensão do esquema e as possíveis conexões com atividades criminosas maiores.

Fonte: https://www.infomoney.com.br