O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, se tornou o alvo de uma operação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) na última quinta-feira. Ele é investigado por ser o mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, um comerciante envolvido na venda de cigarros ilegais. Com cinco mandados de prisão preventiva em aberto, Adilsinho é considerado foragido e responde por diversos crimes, incluindo homicídios e organização criminosa.
Histórico Criminal de Adilsinho
Os mandados de prisão contra Adilsinho incluem quatro homicídios, entre eles o de Fabrício Oliveira, que foi executado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. As investigações revelam que a morte de Oliveira, atingido por 14 tiros, está diretamente ligada à máfia do cigarro. Além dele, as mortes de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinhos Catiri, e de seu segurança, Alex Sandro José da Silva, também estão sob a responsabilidade do contraventor.
Motivações e Conexões com o Crime Organizado
A DHC aponta que a morte de Marquinhos Catiri foi motivada por disputas territoriais relacionadas ao jogo do bicho e a máquinas de caça-níqueis. Catiri, que era próximo do bicheiro Bernardo Bello, foi assassinado em uma academia que supostamente lhe pertencia. Por sua vez, Alex Sandro foi executado no mesmo local, sugerindo uma conexão direta entre os crimes. Outro homicídio atribuído a Adilsinho foi o de Fábio Alamar Leite, que foi baleado logo após o enterro de Oliveira.
Expansão das Atividades Criminosas
A atuação de Adilsinho não se limita ao Rio de Janeiro. Investigações da Polícia Federal revelaram que sua organização criminosa se ramificou para outros estados, incluindo Minas Gerais e Espírito Santo, onde mantinha uma fábrica clandestina de cigarros. Em um caso notório, dois homens da escolta pessoal de Adilsinho viajaram mais de três mil quilômetros para executar Bruno Vinícius Nazon Moraes Borges, um rival no Maranhão.
Controvérsias e Luxo
Além de suas atividades ilícitas, Adilsinho ganhou notoriedade por realizar uma festa extravagante no Copacabana Palace em maio de 2021, durante a pandemia de Covid-19. Com um convite em formato de vídeo que incluía a trilha sonora de 'O Poderoso Chefão', o evento atraiu a atenção da mídia e despertou polêmicas sobre o estilo de vida de pessoas envolvidas em atividades criminosas.
Legado Familiar e Ascensão no Crime
Nascido em 1970, em Duque de Caxias, Adilsinho cresceu em uma família ligada ao jogo ilegal. Desde jovem, ele se envolveu nos negócios da contravenção, herdando um império que inclui uma significativa proteção, contando com pelo menos 34 policiais militares em sua escolta. A partir de 2018, ele começou a investir os lucros do jogo ilegal na produção e comercialização de cigarros clandestinos, oferecendo produtos a preços abaixo do permitido por decreto.
Conclusão
As investigações em andamento revelam um complexo cenário de criminalidade organizado em torno de Adilsinho, que não apenas comanda atividades ilegais, mas também se mostra capaz de influenciar e intimidar. Com suas conexões e um histórico de crimes violentos, ele representa um desafio significativo para as autoridades, que agora buscam desmantelar sua rede e garantir a segurança pública.
Fonte: https://www.infomoney.com.br







