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Acordo Mercosul-ue: trajetória e desafios até a implementação provisória

Acordo Mercosul-ue: trajetória e desafios até a implementação provisória

Início das negociações e desafios iniciais

Desde o início, as negociações entre o Mercosul e a UE foram consideradas longas e difíceis. A complementaridade entre os blocos, com o Mercosul oferecendo oportunidades no agronegócio e a UE com sua indústria robusta, foi um ponto de partida. No entanto, a competitividade crescente da China e o temor europeu em relação ao agronegócio brasileiro complicaram o avanço das tratativas.

Prolongada discussão e anúncio do acordo

Após 25 anos de debates, o acordo foi anunciado em dezembro de 2024, em Montevidéu. A expectativa era de assinatura em 2025, mas resistências internas na UE, especialmente de França e Itália, adiaram o processo. Somente no início deste ano, após superar diversas barreiras, o acordo foi finalmente assinado, mas ainda aguarda ratificação completa pelos países da UE.

Resistências internas e salvaguardas agrícolas

O acordo enfrentou forte resistência, principalmente de agricultores europeus que protestaram em Bruxelas. Para avançar, o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas agrícolas, oferecendo garantias adicionais para produtos sensíveis, como carne bovina e aves. A França manteve uma posição firme contra o acordo, enquanto a Itália oscilou, elevando as expectativas sobre seu posicionamento final.

Acordo provisório e próximos passos

Com o sinal verde do Conselho Europeu, o acordo de livre comércio entrou em vigor provisoriamente. No entanto, a ratificação final pelo Parlamento Europeu ainda é necessária, e divergências internas persistem. A implementação completa do acordo depende de uma aprovação unânime, que continua incerta devido às resistências de alguns países membros.

Para mais informações sobre o acordo, acesse a CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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