A Revolução das Macas: A Crítica à Gestão da Saúde Pública

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Osório Borba Neto

Recentemente, uma manchete no Diário Oficial chamou a atenção de muitos: 'Entrega de 48 novas macas'. Um número que, à primeira vista, pode parecer trivial, mas revela uma realidade preocupante sobre a gestão da saúde pública em Pernambuco. A expectativa de avanços significativos, como a construção de novos hospitais ou a contratação de mais médicos, se transforma em uma ironia amarga quando o foco se limita a mobiliário hospitalar.

A Realidade do Sistema Único de Saúde

A crítica à entrega de macas vai além do objeto em si; ela reflete uma visão distorcida de como os problemas de saúde pública são tratados. Em vez de focar em soluções que realmente impactem a vida dos pacientes, parece que a prioridade é apenas garantir que haja espaço para acomodá-los. As macas, nesse contexto, se tornam símbolos de uma gestão que não busca resolver, mas sim organizar a espera. O que deveria ser um atendimento médico eficaz se transforma em uma mera locomoção de problemas.

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Gestão da Saúde ou Catálogo Hospitalar?

A forma como a saúde pública é gerida atualmente se assemelha mais a um catálogo de produtos do que a uma estratégia de saúde. Com anúncios sobre a entrega de macas, travesseiros e outros itens de mobiliário, a impressão que se tem é que as soluções estão sendo reduzidas a aspectos superficiais. O que a população realmente necessita é de atendimento de qualidade, mas isso parece estar em segundo plano. A gestão se limita a uma abordagem paliativa, que não enfrenta as raízes dos problemas.

Entre a Ironia e a Realidade

A contradição é evidente: enquanto a gestão celebra a entrega de macas, problemas estruturais na saúde continuam sem solução. A mesma administração que exibe vídeos com armas importadas e sorrisos, como se estivesse lançando um novo produto, ignora a urgência de investir em hospitais e profissionais de saúde. Essa narrativa aponta para uma falta de prioridade em relação ao que realmente importa: a saúde da população.

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O Futuro da Saúde Pública em Pernambuco

À medida que a gestão atual se concentra em amenidades e anúncios vazios, a preocupação com o futuro da saúde pública em Pernambuco se intensifica. Se a tendência continuar, é razoável imaginar que o Diário Oficial, um dia, possa anunciar com orgulho a entrega de itens igualmente superficiais, como '32 apagadores para salas de aula'. O que se espera é que o foco mude, que a saúde deixe de ser tratada como uma questão de mobiliário e passe a ser vista como uma prioridade de gestão e investimento real.

Em suma, a entrega de macas simboliza uma crise na abordagem da saúde pública. É preciso que a gestão retome o foco no que realmente importa: o atendimento humanizado e eficaz, que vai além da simples acomodação dos pacientes. Somente assim será possível transformar a realidade da saúde em Pernambuco.

Fonte: https://blogdomagno.com.br