O Paysandu Sport Club, um dos mais tradicionais clubes de futebol do Brasil e do Pará, está passando por um momento crítico ao anunciar sua recuperação judicial. Essa medida, que busca reestruturar as finanças do clube, suspende por 180 dias ações e execuções de dívidas, oferecendo uma pausa para que a gestão elabore um plano de reestruturação. A lista de credores, divulgada recentemente, trouxe à tona nomes de ex-dirigentes e fornecedores, gerando discussões acaloradas entre torcedores e a imprensa.
Roger Aguilera e seu Altruísmo em Meio à Crise
Entre os credores está Roger Aguilera, ex-presidente do clube, que surpreendeu ao afirmar que não pretende cobrar os R$ 12 milhões que o Paysandu lhe deve. Em entrevista ao Núcleo de Esportes de O Liberal, Aguilera deixou claro: 'Não existe isso. O que dei pro clube jamais irei cobrar'. Essa postura altruísta adiciona uma nova dimensão à crise financeira que o clube enfrenta, especialmente considerando que a dívida é classificada como quirografária, ou seja, sem garantias reais.
A Recuperação Judicial no Futebol Brasileiro
A adesão do Paysandu à recuperação judicial reflete uma tendência crescente entre clubes brasileiros, que buscam este recurso legal para resolver problemas financeiros históricos. Esse processo não necessariamente indica um colapso iminente, mas sim uma chance de reorganização. Durante o período de stay, o clube pode negociar suas dívidas e elaborar um plano que visa a sustentabilidade financeira a longo prazo, sob a supervisão da Justiça.
Impacto da Dívida de Roger Aguilera
O valor de R$ 12,371 milhões, atribuído a Roger Aguilera, é significativo e representa empréstimos e mútuos feitos durante sua gestão entre 2017 e 2018. A sua decisão de não cobrar esse montante pode aliviar a pressão financeira sobre o Paysandu, que já enfrenta uma série de dívidas prioritárias. Essa atitude pode ser vista como uma maneira de demonstrar o amor pelo clube, destacando a complexidade das relações entre dirigentes e as instituições que representam.
Desafios Enfrentados Durante a Gestão de Aguilera
Roger Aguilera ocupou a presidência do Paysandu em um período repleto de desafios, incluindo problemas financeiros e rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. Sua gestão foi marcada por dificuldades orçamentárias, resultando em atrasos salariais e um aumento significativo de processos trabalhistas. A experiência de Aguilera ilustra a realidade dura enfrentada por muitos presidentes de clubes, que frequentemente utilizam recursos próprios para cobrir déficits, embora isso possa levar a um ciclo de endividamento.
O Caminho à Frente para o Paysandu
A recuperação judicial oferece uma oportunidade crucial para o Paysandu, mas seu sucesso dependerá da capacidade de renegociar dívidas e implementar uma gestão mais transparente e responsável. É essencial que o clube aprenda com os erros do passado e busque um planejamento estratégico que assegure sua longevidade e a continuidade das atividades esportivas. A combinação de uma gestão fiscal rigorosa com o apoio da torcida será vital para superar essa fase desafiadora.
A situação do Paysandu é um lembrete da fragilidade financeira que muitos clubes enfrentam no Brasil. O apoio de ex-dirigentes como Roger Aguilera pode ser decisivo, mas o verdadeiro desafio reside na reestruturação profunda das práticas administrativas, que garantirão um futuro mais estável e promissor para o clube e seus torcedores.
Fonte: https://portalpaidegua.com.br








