Ibovespa Flerta com 191 Mil Pontos, Mas Enfrenta Pressões de Bancos e do Cenário Internacional

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Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma trajetória instável nesta segunda-feira, 23 de fevereiro. Apesar de ter atingido a marca histórica de 191 mil pontos durante o pregão, o índice não conseguiu manter esse patamar, encerrando o dia em baixa. O desempenho foi influenciado por pressões no setor bancário e por incertezas no cenário econômico global.

Desempenho do Ibovespa e Influências Externas

Por volta das 12h30, o Ibovespa registrava uma queda de 0,45%, cotado a 189.674,07 pontos, após ter alcançado sua máxima em 191.002,54 pontos e uma mínima de 189.127,64 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$9,78 bilhões, evidenciando um mercado ágil, mas cauteloso. O cenário internacional, especialmente as políticas comerciais dos Estados Unidos, continua a ser um fator decisivo, especialmente após o anúncio de tarifas globais de 15% pelo presidente Donald Trump.

Impacto dos Setores e Ações em Destaque

Dentre as ações que influenciaram o índice, a Petrobras se destacou com um aumento de 2,29% nas suas ações preferenciais (PETR4) e 2,71% nas ordinárias (PETR3), impulsionadas pela alta nos preços do petróleo no mercado internacional. Em contraste, os bancos enfrentaram um desempenho negativo, com Itaú Unibanco (ITUB4) caindo 2,5% e Bradesco (BBDC4) registrando uma perda de 1,61%.

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Análises de Especialistas e Expectativas Futuras

Analistas da BB Investimentos alertam para uma volatilidade acentuada no decorrer da semana, em função das diversas decisões que impactam o comércio global. Contudo, eles também destacam que, caso o Ibovespa se mantenha acima dos 190 mil pontos, o índice poderá alcançar 200 mil pontos mais rapidamente do que muitos investidores previam.

Setores em Alta e em Baixa

Além da Petrobras, a Telefônica Brasil (VIVT3) também se destacou, com um avanço de 2,97%, após um balanço trimestral que superou as expectativas de analistas. Em contrapartida, a Vibra Energia (VBBR3) enfrentou uma queda de 3,68% após um incidente em sua instalação de armazenamento de etanol. Outras empresas, como Braskem (BRKM5) e Natura (NATU3), também tiveram desempenhos negativos, refletindo desafios específicos em seus setores.

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Desempenho de Ações Fora do Ibovespa

A Azul (AZUL53), embora não faça parte do Ibovespa, teve um desempenho notável, com uma alta de 12,1% após anunciar a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. O CEO da companhia enfatizou a intenção de focar em um crescimento responsável agora que estão livres de restrições legais.

Conclusão

O dia no Ibovespa ilustra a complexidade do atual cenário econômico, onde máximas históricas são frequentemente seguidas por correções impulsionadas por fatores internos e externos. A atenção agora se volta para os desdobramentos nas políticas comerciais internacionais e suas potenciais repercussões sobre o mercado acionário brasileiro, enquanto os investidores permanecem atentos ao comportamento das ações nos próximos dias.

Fonte: https://www.infomoney.com.br