O Paysandu Sport Club, um dos ícones do futebol paraense, enfrenta um momento crítico em sua trajetória, marcado por uma dívida trabalhista que supera R$ 10 milhões. Esta situação, resultado de uma série de ações judiciais movidas por ex-jogadores e treinadores, coloca a diretoria sob intensa pressão, especialmente em um período em que o clube se encontra em Recuperação Judicial.
A Crise Financeira e Seus Reflexos
O cenário financeiro do Paysandu reflete uma realidade comum entre clubes brasileiros, mas a urgência do problema se intensifica devido à necessidade de preservar seu patrimônio e garantir a sustentabilidade a longo prazo. As reclamações judiciais englobam tanto atletas renomados quanto aqueles com menos destaque, todos em busca de receber o que é devido por meio de contratos que não foram honrados.
Credores de Peso
Dentre os credores do Paysandu, se destacam figuras importantes do futebol, como o técnico Hélio dos Anjos, que reivindica cerca de R$ 2,6 milhões. Este valor, conforme confirmado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, inclui verbas rescisórias e outras compensações que o clube deve ao treinador, acentuando a importância da regularização dessas pendências.
Leandro Vilela: O Maior Credor
O volante Leandro Vilela lidera a lista de credores com uma demanda de aproximadamente R$ 4,05 milhões. Sua ação legal menciona atrasos salariais e irregularidades contratuais, incluindo o uso inadequado de direitos de imagem e a falta de seguro obrigatório, especialmente significativo após ele ter sofrido uma lesão grave enquanto jogava pelo clube.
Outros Casos Relevantes
Além de Vilela e Hélio dos Anjos, a lista de ações judiciais inclui o atacante André Lima, que cobra mais de R$ 1,6 milhão, e o lateral PK, com um processo de R$ 523 mil. Outros ex-jogadores, como Luizinho Lopes e Jorge Benítez, também buscam receber valores devidos, evidenciando a amplitude do problema enfrentado pelo clube.
Multa do MPT e Seus Efeitos
A situação do Paysandu é ainda mais complicada por uma condenação relacionada a um Termo de Ajuste de Conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho. Em setembro de 2025, o clube foi condenado a pagar R$ 1,5 milhão devido a atrasos salariais, o que adiciona uma pressão financeira considerável ao já elevado passivo trabalhista.
Recuperação Judicial: Um Caminho Difícil
Atualmente sob Recuperação Judicial, o Paysandu busca reestruturar suas dívidas em um esforço para evitar a falência. Este processo permite que o clube negocie suas obrigações financeiras, mas a inclusão das pendências trabalhistas representa um desafio crítico, afetando diretamente sua capacidade de investimento e operação no dia a dia.
Futuro do Paysandu e Suas Perspectivas
As dívidas e os processos judiciais enfrentados pelo Paysandu não são apenas questões financeiras; eles impactam diretamente a estrutura da equipe e suas operações. A recuperação do clube dependerá de sua habilidade em lidar com essas questões, propondo soluções eficazes que garantam a continuidade de sua história rica e a preservação de sua imagem no cenário do futebol brasileiro.
Fonte: https://portalpaidegua.com.br








