Uma nova pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada neste domingo (15), revela um panorama dividido entre os brasileiros em relação à confiabilidade das urnas eletrônicas. Enquanto 53% dos entrevistados afirmam confiar no sistema de votação, uma parcela significativa de 43% expressa desconfiança, e 1% se posiciona de forma neutra, sem concordar nem discordar.
Análise Regional da Confiança
Os dados da pesquisa indicam diferenças regionais notáveis. No Nordeste, a confiança nas urnas é maior, com 59% dos entrevistados considerando-as confiáveis, enquanto 37% têm uma visão contrária. No Sudeste, os números são de 54% a 42% em favor da confiança. O Sul apresenta um empate técnico, com 48% de aprovação e 48% de desaprovação. Por fim, nas regiões Centro-Oeste e Norte, 47% confiam nas urnas, enquanto 48% não confiam.
Distribuição por Faixa Etária e Religião
A pesquisa também revela variações significativas de acordo com a faixa etária. Os jovens entre 16 e 34 anos demonstram maior confiança, com 57% considerando as urnas confiáveis. Esse percentual diminui entre os grupos de 35 a 59 anos, com 50%, e entre os maiores de 60 anos, que apresentam 53% de confiança. Além disso, a análise por religião mostra que 57% dos católicos confiam nas urnas, em contraste com 39% que não confiam. Entre os evangélicos, 44% expressam confiança, enquanto 52% discordam.
Influência do Voto nas Eleições de 2022
Outra dimensão importante da pesquisa é a relação entre a confiança nas urnas e o voto nas eleições de 2022. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 75% consideram as urnas confiáveis, enquanto apenas 22% discordam. Em contraste, entre os que votaram em Jair Bolsonaro, apenas 26% acreditam na confiabilidade do sistema, com 69% expressando desconfiança. Para os que votaram em branco, nulo ou não compareceram, 59% confiam nas urnas, e 38% não confiam.
Conclusão e Metodologia da Pesquisa
O estudo foi conduzido com uma amostra de 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00249/2026. Esses resultados refletem um país em que a desconfiança nas urnas eletrônicas ainda é uma questão relevante, especialmente entre grupos com diferentes orientações políticas e demográficas.
Fonte: https://www.infomoney.com.br







