Primeira Noite de Desfiles em São Paulo: Temas de Luta e Espiritualidade Brilham no Sambódromo

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Destaque do desfile da Rosas de Ouro no Anhembi - 14/02/2026 (Foto: Reprodução do Instagram/@li...

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, realizada no último dia 13 de outubro, foi marcada por uma rica diversidade de temas, refletindo questões sociais, a espiritualidade e a ancestralidade. O evento, que ocorreu no Sambódromo do Anhembi sob um céu limpo e com arquibancadas lotadas, contou com a participação de diversas escolas de samba que se esforçaram para cumprir o tempo regulamentar de 1 hora e 10 minutos.

A Estreia da Mocidade Unida da Mooca

A Mocidade Unida da Mooca, fazendo sua estreia no Grupo Especial, deu início à noite com o enredo 'Gèlèdés – Agbara Obinrin', que homenageou a força e a sabedoria das mulheres nas comunidades. O diretor artístico da escola, Eduardo Okamoto, expressou sua alegria ao comentar sobre esse momento histórico: 'Desde que a escola existe, todo mundo está esperando esse momento, e chegou!'.

Colorado do Brás e o Protagonismo Feminino

A Colorado do Brás, com o enredo 'A Bruxa Está Solta! Senhoras do Saber Renascem na Colorado', mergulhou no universo do conhecimento ancestral e celebrou o protagonismo feminino. A escola transformou a figura da bruxa em um símbolo de resistência e sabedoria, denunciando também a tortura e o silenciamento de mulheres. O desfile apresentou personagens icônicas da cultura popular, como a Bruxa do 71 e a Cuca, trazendo um toque de misticismo e magia.

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Dragões da Real e a Luta Indígena

A Dragões da Real trouxe à avenida seu primeiro enredo com temática indígena, intitulado 'Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência'. Inspirada nas guerreiras da Amazônia, a escola impressionou com alegorias de grande impacto visual e uma narrativa que exaltava a coragem e a ancestralidade dos povos originários. O diretor-geral de carnaval, Márcio Santana, emocionou-se ao observar o empenho de cada componente da escola, destacando que todos saíram do desfile com um sentimento de realização.

Acadêmicos do Tatuapé e a Questão Agrária

A Acadêmicos do Tatuapé apresentou o enredo 'Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!', que abordou a luta pela reforma agrária e os direitos dos trabalhadores rurais. O desfile fez uma crítica social ao exaltar a importância da agricultura e da coletividade, utilizando alegorias que representavam elementos da natureza e da produção agrícola. Eduardo dos Santos, um dos presidentes da escola, expressou sua satisfação com o desempenho dos componentes, ressaltando o esforço coletivo para fazer do desfile um sucesso.

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Conclusão: Um Carnaval de Luta e Reflexão

A primeira noite de desfiles em São Paulo não apenas trouxe entretenimento, mas também promoveu uma reflexão profunda sobre temas relevantes da sociedade contemporânea. A diversidade de enredos, que variaram de homenagens a figuras femininas importantes até questões agrárias e indígenas, mostrou como o carnaval pode ser uma plataforma poderosa para a expressão cultural e a luta por justiça social. Com um público vibrante e entusiasta, o evento se consolidou como um espaço de resistência e celebração da identidade brasileira.

Fonte: https://www.infomoney.com.br