Nesta sexta-feira, o radar corporativo brasileiro traz importantes atualizações sobre diversas empresas, incluindo Vale, Usiminas, Raízen e IRB. Além disso, a Vivo anunciou a aprovação de proventos significativos e a B3 reportou um aumento expressivo no volume de negociações. A seguir, detalharemos os principais acontecimentos.
Resultados Financeiros da Vale
A Vale (VALE3) divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, apresentando um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, impactado por ajustes contábeis. Em comparação, no mesmo período do ano anterior, a empresa havia registrado uma perda de US$ 694 milhões. Excluindo efeitos extraordinários, como os relacionados ao desastre de Brumadinho, o lucro ajustado seria de US$ 1,4 bilhão, enquanto as expectativas dos analistas eram de um lucro de aproximadamente US$ 2,5 bilhões.
Desempenho do IRB
O IRB Brasil (IRBR3) também apresentou seu balanço, reportando um lucro líquido de R$ 143 milhões no quarto trimestre de 2025. Este resultado representa um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, destacando uma recuperação significativa na performance da empresa.
Desafios da Raízen
A Raízen (RAIZ4), produtora de açúcar e etanol, enfrentou um grande desafio financeiro, com prejuízo líquido que saltou para R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026, em contraste com R$ 2,57 bilhões no ano anterior. Apesar da adversidade, o EBITDA ajustado da empresa foi de R$ 3,15 bilhões, embora tenha caído 3,3% em relação ao ano passado. A Raízen também anunciou uma redução na participação acionária do Wellington Management Group, que agora detém 9,87% das ações preferenciais da companhia.
Resultados de Jalles Machado
A Jalles Machado (JALL3) reverteu seu prejuízo e reportou um lucro líquido de R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/26. Apesar disso, o resultado operacional, medido pelo EBITDA contábil, caiu 17,1% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 319,3 milhões. A receita líquida da companhia também apresentou uma queda de 30,4%, alcançando R$ 515,3 milhões.
Decisões da Telefônica Brasil
A Telefônica Brasil (VIVT3), controladora da Vivo, anunciou a distribuição de Juros Sobre Capital Próprio (JCP) no valor bruto de R$ 325 milhões, equivalente a R$ 0,1017 por ação. Essa decisão reflete a estratégia da empresa em retornar valor aos seus acionistas.
Movimentação na B3
A B3 (B3SA3) registrou um aumento de 43,5% no volume financeiro médio negociado no segmento de ações em janeiro de 2026, em comparação ao mesmo mês de 2024, totalizando R$ 33,819 bilhões. Em relação a dezembro, o crescimento foi de 10,8%. No segmento de futuros, o volume diário médio também cresceu 2,4%, alcançando R$ 11,250 bilhões, embora a receita média por contrato tenha apresentado uma queda anual de 8,1%.
Esses resultados destacam um cenário financeiro desafiador para algumas empresas, enquanto outras buscam estratégias para manter a rentabilidade e atender às expectativas dos investidores. O acompanhamento das ações mencionadas é crucial para entender as dinâmicas do mercado.







