Nesta quinta-feira, 12 de outubro, o Campeonato Brasileiro Feminino A1 2026 dá início à sua nova edição. Em um duelo que promete agitar o cenário do futebol feminino, o Mixto enfrenta o Flamengo às 21h (horário de Brasília) no icônico Estádio Eurico Gaspar Dutra, conhecido como Dutrinha, em Cuiabá. A partida, que marca a abertura oficial da competição, será transmitida ao vivo pela TV Brasil, destacando a crescente importância do esporte no calendário nacional.
Mixto: O Orgulho do Mato Grosso Retorna à Elite
O Mixto Esporte Clube, representando Mato Grosso, celebra seu retorno à elite do futebol feminino após mais de uma década. Esta edição marca a terceira participação do clube na Série A1, sendo a primeira desde 2015. Conhecidas como 'Tigresas', as jogadoras do Mixto não conquistaram a vaga por meio do acesso direto, mas herdaram a posição devido ao encerramento das atividades de outras equipes na competição. Embora isso amplie o número de participantes na elite, também levanta questões sobre a sustentabilidade dos projetos de futebol feminino no Brasil.
Elenco do Mixto: Experiência e Juventude
Para este retorno ao cenário nacional, o Mixto aposta em um elenco que combina experiência e juventude. A goleira Thaís Helena, com 38 anos e um histórico sólido que inclui passagens por clubes renomados e uma vice-campeonato mundial com a Seleção Brasileira em 2007, é uma das principais apostas. Outro destaque é a meia paraguaia Fany Gauto, que traz consigo um currículo respeitável de atuações em outros clubes. Sob a direção de Adilson Galdino, um treinador com vasta experiência, o Mixto busca firmar-se na primeira divisão.
Flamengo: Mudanças Estratégicas e Foco na Base
O Flamengo, por sua vez, inicia a competição com uma nova estratégia, optando por uma readequação orçamentária que resulta em um investimento menor na modalidade e uma ênfase maior nas categorias de base. Apesar de reduzir o orçamento, o clube mantém atletas importantes como a capitã Djeni e a renomada centroavante Cristiane, que são fundamentais para a equipe.
Desafios e Oportunidades no Flamengo
Essa nova abordagem também resultou na saída de jogadoras-chave, incluindo a zagueira Agustina Barroso, que se transferiu para o Corinthians. A expectativa é que pelo menos dez atletas formadas na base sejam promovidas ao time principal, agora sob a liderança de Celso Silva, que assumiu o cargo recentemente. O sucesso do time Sub-20, vice-campeão em 2025 e bicampeão da Copinha Feminina, demonstra o potencial do Flamengo em investir na juventude.
Perspectivas do Campeonato: Um Torneio Mais Competitivo
A edição de 2026 do Brasileirão Feminino A1 promete ser a mais competitiva até o momento. O torneio contará com 18 equipes, um aumento em relação às 16 participantes das edições anteriores. Na fase inicial, todos os times se enfrentarão em um formato de turno único, com as oito melhores avançando para as quartas de final. As duas equipes com pior desempenho serão rebaixadas para a Série A2, e a grande final está programada para o dia 4 de outubro.
Importância da Cobertura Midiática
A crescente visibilidade do torneio deve-se não apenas ao desempenho dos clubes, mas também à cobertura midiática, como a transmissão da partida inaugural entre Mixto e Flamengo. Essa exposição é crucial para popularizar o futebol feminino e atrair novos torcedores, permitindo que mais pessoas acompanhem a evolução da modalidade no Brasil.
Conclusão: Expectativas para o Futuro
Com o início do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2026, a expectativa é alta para que as equipes mostrem seu valor e que o nível de competitividade aumente. O retorno do Mixto à elite e as novas estratégias do Flamengo são exemplos de como o futebol feminino está se transformando no Brasil. A presença de jovens talentos e a valorização das categorias de base podem ser a chave para o desenvolvimento sustentável e a consolidação da modalidade no cenário esportivo nacional.
Fonte: https://portalpaidegua.com.br








