O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou uma investigação para avaliar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em relação ao inquérito que apurou os maus-tratos ao cão comunitário conhecido como Orelha. A medida foi tomada pela 40ª Promotoria de Justiça, que realiza o controle externo das atividades policiais no estado.
Objetivo da Investigação
A investigação visa determinar se existem motivos suficientes para instaurar um inquérito civil e considerar a adoção de ações judiciais. O MPSC recebeu várias representações que questionam a atuação de Ulisses Gabriel durante a apuração dos maus-tratos ao animal, o que levou à decisão de investigar sua conduta.
Reação do Delegado-Geral
Em entrevista à NSC, Ulisses Gabriel declarou que ainda não foi oficialmente informado sobre a abertura do procedimento. Ele se defendeu dizendo: 'Não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação.'
Possíveis Irregularidades Apuradas
A Promotoria pretende investigar se houve abuso de autoridade, quebra de sigilo funcional e improbidade administrativa. O foco está na possível revelação de informações sigilosas que poderiam beneficiar alguém indevidamente ou comprometer a segurança pública.
Desdobramentos da Investigação
Além da análise da conduta do delegado, o MPSC está tomando outras providências relacionadas ao caso Orelha. Recentemente, foi solicitado que a Polícia Civil amplie as investigações em um prazo de 20 dias, com a reavaliação de depoimentos e a inclusão de novas evidências.
Caso Orelha: Contexto e Consequências
Orelha sofreu um ataque violento no dia 4 de janeiro e faleceu no dia seguinte, após receber socorro de moradores da região. O cão era bem conhecido na comunidade da Praia Brava, em Florianópolis, onde recebia cuidados regulares de vizinhos. Apesar de ter sido levado a uma clínica veterinária, ele não sobreviveu aos ferimentos, que foram identificados como um trauma contundente na cabeça.
Testemunhas e Evidências
A investigação até o momento envolveu o depoimento de 24 testemunhas e a análise de mais de mil horas de gravações de câmeras de segurança. O caso também abrange a conduta de oito adolescentes suspeitos, com a Promotoria buscando esclarecer a verdade dos fatos por meio de novas diligências.
Conclusão e Expectativas
O desfecho da investigação sobre a conduta do delegado e o caso Orelha é aguardado com grande expectativa pela comunidade. O MPSC busca não apenas a responsabilização dos envolvidos, mas também garantir que medidas eficazes sejam tomadas para prevenir futuros casos de maus-tratos a animais.
Fonte: https://portalleodias.com








