A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, por meio de uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar, deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) a segunda fase da Operação Macondo. A ofensiva visa desmantelar uma organização criminosa especializada em agiotagem, com forte atuação em cidades do Piauí, Maranhão e Ceará.
Detalhes da Ação Policial
A operação foi marcada por um grande aparato logístico e tático. Vídeos obtidos mostram equipes da Força Estadual e da Polícia Civil (DHPP) realizando entradas táticas em residências e apartamentos de luxo.
De acordo com as autoridades, o grupo focava a concessão irregular de crédito em pequenos comerciantes e trabalhadores informais. O “negócio” era mantido sob um regime de medo: os investigadores apontam que a organização utilizava coação, ameaças e violência física para garantir o pagamento de juros extorsivos.
Números da Operação
A Justiça autorizou uma série de mandados que resultaram em:
- 24 prisões temporárias (de um total de 27 investigados).
- 26 mandados de busca e apreensão.
- Bloqueio de R$ 1 milhão em contas bancárias vinculadas ao grupo.
As buscas ocorreram simultaneamente em Teresina, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante e Picos (PI), além de Timon (MA) e Tianguá (CE).
Provas e Apreensões
Durante as diligências, os agentes localizaram uma vasta quantidade de provas que corroboram o esquema de agiotagem. Foram apreendidos:
- Cadernos de contabilidade detalhando nomes de “clientes”, valores emprestados e juros.
- Grandes quantias de dinheiro em espécie.
- Máquinas de cartão, celulares e cartões bancários de terceiros.
- Armas e munições utilizadas para a segurança e intimidação das vítimas.
Desdobramentos
Em um dos registros, um delegado aparece informando a um dos suspeitos sobre os motivos de sua detenção, ressaltando que a atividade criminosa extrapolava os limites legais ao utilizar o domínio territorial para cobranças violentas.
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