Na última quinta-feira (5), Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), expressou seu apoio ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmando que ele tem liberdade para se candidatar a qualquer cargo nas eleições de 2026. Durante um evento comemorativo dos 46 anos do PT, Silva enfatizou a importância do diálogo entre Haddad e o partido para definir seu papel nas próximas disputas eleitorais.
Liberdade de Escolha e Diálogo Necessário
O presidente do PT destacou que não há pressões sobre Haddad, mas a necessidade de um entendimento claro sobre sua responsabilidade e função no processo eleitoral. "Haddad pode ser candidato ao que ele quiser. Não existe pressão sobre isso", afirmou Silva, sublinhando a importância de uma comunicação aberta entre o ministro e a legenda.
Pressões e Expectativas para São Paulo
A declaração de Silva ocorre em um contexto de crescente pressão para que Haddad assuma um papel ativo nas eleições de São Paulo. Essa expectativa foi reforçada por Luiz Inácio Lula da Silva, que, em uma entrevista ao portal UOL, afirmou que tanto Haddad quanto o vice-presidente Geraldo Alckmin têm responsabilidades a cumprir na disputa estadual. Lula ressaltou: "Nós temos condições de ganhar em São Paulo", indicando a importância estratégica da participação de Haddad.
Cobranças de Outras Figuras Políticas
Além de Lula, outras figuras políticas também têm cobrado a atuação de Haddad. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, declarou publicamente que não há como o ministro evitar sua missão em São Paulo, afirmando que "o quadro não fecha sem ele". Essa pressão vem se intensificando, refletindo a expectativa do partido e de aliados sobre a participação de Haddad nas eleições.
Posição de Haddad e Foco na Coordenação da Campanha
Apesar das cobranças, Haddad tem reiterado sua intenção de não se candidatar a cargos eletivos em 2026. Em entrevistas recentes, ele deixou claro que seu foco está na coordenação da campanha de reeleição de Lula, desconsiderando a possibilidade de concorrer ao governo ou ao Senado por São Paulo. "Vamos ver quem convence quem", comentou o ministro, sinalizando que a decisão final ainda está em aberto.
Conclusão: Um Futuro Incerto para Haddad
A situação de Haddad permanece indefinida, à medida que o calendário eleitoral de 2026 se aproxima. Enquanto o PT e seus líderes pressionam por sua participação, o ministro continua a priorizar sua função no governo. O desenrolar desse cenário poderá impactar significativamente as estratégias eleitorais do partido em São Paulo e em todo o país.
Fonte: https://www.infomoney.com.br







