PSDB-SP Reage a Movimento do PSD e Denuncia ‘Canibalismo’ Político

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Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD (Foto: Reprodução/TV Bandeirantes)

O clima político em São Paulo esquentou após o anúncio de que seis deputados estaduais do PSDB se filiarão ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. A crítica veio do presidente do PSDB paulista, Paulo Serra, que classificou a ação como 'desrespeitosa' e a caracterizou como um ato de 'canibalismo' político.

Mudanças no Cenário Político

Os parlamentares que confirmaram sua filiação ao PSD são Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira, todos pertencentes ao PSDB, além de Dirceu Dalben, que é do Cidadania. A troca de sigla está programada para ocorrer no dia 4 de março, um movimento que pode impactar significativamente a base do governador Tarcísio de Freitas.

Repercussões e Críticas

Paulo Serra expressou seu descontentamento, afirmando que a maneira como os deputados foram cooptados não contribui para a reeleição do atual governador. Ele destacou que o PSD, por ser parte da base do governo federal do PT, representa um modelo de governança que não é mais eficaz. 'Lamento profundamente a forma desrespeitosa de cooptação de quadros', declarou.

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Impacto na Base Governamental

Com a adesão desses novos deputados, a base do governador Tarcísio tende a se fortalecer ainda mais na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Contudo, Serra acredita que este tipo de 'canibalismo' não é benéfico para a construção de um projeto político de centro, necessário para a unificação da base durante as eleições.

A Resposta de Kassab

A assessoria de Gilberto Kassab não se manifestou sobre as críticas. Vale ressaltar que, além da secretaria que Kassab ocupa, o PSD também conta com o vice-governador Felício Ramuth, um cargo que pode ser visto como uma estratégia do dirigente partidário visando as eleições de 2026, onde ele já insinuou que ser vice seria um 'privilégio'.

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Crescimento do PSD

Este movimento em São Paulo ocorre em um contexto mais amplo, em que o PSD busca expandir sua influência nacionalmente. O partido já conta com seis governadores, como Ronaldo Caiado em Goiás e Marcos Rocha em Rondônia, e lidera em número de prefeituras no Brasil, com 891 administrações. Além disso, possui uma das maiores bancadas no Congresso, com 47 deputados federais e 14 senadores.

Conclusão

As movimentações políticas entre PSDB e PSD em São Paulo revelam um cenário tenso e competitivo, onde alianças e trocas de partido podem ter consequências significativas nas próximas eleições. A crítica de Paulo Serra destaca a preocupação com a unidade e a eficácia da base governamental, enquanto o PSD se posiciona como um ator em ascensão no cenário político nacional.

Fonte: https://www.infomoney.com.br